Prefeito de Guanhães é denunciado por ameaçar de morte ex-companheira e segue preso

Segundo o Ministério Público, ameaças e perseguições ocorreram por meses após o fim do relacionamento; investigação aponta ainda outros possíveis crimes.

Por Redação

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O prefeito de Guanhães, na região do Vale do Rio Doce, foi denunciado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) por ameaçar de morte a ex-companheira, com quem manteve relacionamento por cerca de 13 anos. Ele está preso preventivamente desde 1º de abril e responde por ameaça qualificada, perseguição, violência psicológica e posse irregular de arma de fogo. As ameaças teriam ocorrido entre agosto de 2025 e março de 2026.

A denúncia foi apresentada no dia 13 de abril pela Procuradoria de Justiça Especializada em Ações de Competência Originária (PCO), responsável por casos envolvendo autoridades com foro especial. O Ministério Público também pediu a manutenção da prisão e o desmembramento das investigações para apurar outros possíveis crimes, como tentativa de feminicídio, adulteração de veículo, abuso de autoridade e irregularidades na administração pública.

De acordo com as investigações, o prefeito teria enviado à vítima a imagem de uma arma de fogo por aplicativo de mensagens e feito ameaças diretas em conversas gravadas. Em um dos relatos, ele afirma que não aceitaria o fim do relacionamento e que a ex-companheira “não seria de mais ninguém”. Testemunhas também relataram ameaças contra a vítima e o atual companheiro dela.

O Ministério Público aponta ainda que o denunciado teria perseguido a ex-mulher de forma reiterada, com monitoramento de seus passos, ameaças e vigilância constante, inclusive com uso de terceiros e equipamentos como drones. A conduta é enquadrada como perseguição no contexto de violência doméstica.

A denúncia também descreve episódios de violência psicológica, com tentativas de controle, exposição pública e constrangimento da vítima. Segundo o órgão, durante o período eleitoral, o prefeito teria pressionado a então companheira a não tornar pública a separação e chegou a expor situações pessoais dela em sua campanha.

Durante buscas realizadas na investigação, foram apreendidas armas de fogo na residência e em uma propriedade ligada ao denunciado.

Para o Ministério Público, a manutenção da prisão preventiva é necessária diante da gravidade dos fatos, do risco de interferência nas investigações e da possibilidade de intimidação de testemunhas. O caso segue em tramitação na Justiça.