Justiça condena integrantes de facção criminosa a mais de 232 anos de prisão na Zona da Mata de Minas
Decisão acolhe denúncia do Ministério Público e pune grupo ligado ao Comando Vermelho que operava em Tocantins sob ordens de lideranças presas no Rio de Janeiro
A Justiça acolheu a denúncia oferecida pelo Ministério Público de Minas Gerais e condenou cinco integrantes de uma organização criminosa armada vinculada à facção Comando Vermelho.
O grupo operava no município de Tocantins, na Zona da Mata mineira, e teve suas penas somadas em mais de 232 anos de reclusão, todas em regime inicial fechado.
As investigações demonstraram que a célula mantinha uma estrutura hierarquizada e voltada ao tráfico de drogas e ao domínio territorial mediante o uso de armas de fogo e intimidação da população.
O grupo recebia orientações diretas de lideranças da facção que se encontram presas no estado do Rio de Janeiro. A operação foi fruto de uma ação conjunta entre o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Visconde do Rio Branco, a Promotoria de Justiça Criminal de Ubá e a Polícia Militar.
Crimes cometidos
Os réus responderam por organização criminosa armada, tráfico de drogas e uso de imóvel para a prática do tráfico, com agravantes como o envolvimento de adolescentes, porte de armas e exercício de funções de liderança. As penas individuais variaram entre 31 e 57 anos de prisão.
O tribunal manteve a prisão preventiva de quatro réus e a prisão domiciliar com monitoramento eletrônico de uma das integrantes, destacando a importância da decisão para conter a escalada da violência e restaurar a segurança na região.