Volume de chuvas em Ubá sobe 79,3% no 1º semestre de 2026 e reforça necessidade de prevenção
Cidade ainda se recupera dos estragos da chuva de fevereiro deste ano e pede atenção dos moradores
O município de Ubá registrou um salto expressivo no volume acumulado de chuvas durante a primeira metade deste ano. Dados do balanço da Defesa Civil indicam que, entre janeiro e junho de 2026, a cidade contabilizou 938,5 milímetros de precipitação, um aumento de 79,3% em comparação aos 524,3 milímetros registrados no mesmo período do ano anterior.
A diferença representa 414,2 milímetros a mais de chuva, quase o dobro do índice do primeiro semestre de 2025. O volume preocupa, tendo em vista a tragédia causada pelas chuvas em fevereiro deste ano, que deixou sete mortos na cidade.
O padrão de chuvas intensas prossegue e voltou a ser destaque no início de setembro. Nos dez primeiros dias do mês, de acordo com a Defesa Civil da cidade, o acumulado foi de 77,9 milímetros, superando a média histórica prevista para todo o mês de setembro (aproximadamente 66 milímetros) em quase 12 milímetros. Em contrapartida, no mesmo intervalo de dez dias do ano passado, o índice não havia passado de 1,4 milímetro.
Alerta e Cuidados com a População
Diante dessa sequência de acumulados acima da média histórica e com a previsão de novos episódios de precipitação, os órgãos de prevenção ressaltam que o momento exige cautela redobrada por parte dos moradores. O solo mais encharcado e a rápida elevação dos volumes hídricos aumentam os riscos de alagamentos, enxurradas e deslizamentos de terra.
A orientação da Defesa Civil para os momentos de chuva forte envolve medidas preventivas fundamentais de autoproteção:
Nunca tentar atravessar vias inundadas, seja a pé ou a bordo de veículos, devido à força da correnteza e a possíveis buracos ocultos pela água. Manter distância das margens quando houver rápida elevação do nível da água, além de não buscar abrigo embaixo de árvores durante pancadas de chuva intensas e evitar a proximidade de fiação elétrica, postes ou estruturas metálicas expostas.
A prefeitura orienta que moradores de áreas de risco devem ficar atentos a sinais como trincas em paredes ou descolamento de terra e acionar a Defesa Civil ao primeiro sinal de ameaça.
O acompanhamento dos boletins e alertas oficiais emitidos pelas autoridades locais permanece essencial para que a população possa agir de forma antecipada e em segurança durante novos temporais.