MPMG cobra ação contínua na proteção à infância em Cataguases
Em evento no Colégio Cataguases, Ministério Público alerta que afastar jovens do risco é apenas o primeiro passo e defende atuação integrada da rede de proteção.
Apenas afastar uma criança ou adolescente de uma situação de risco não basta: é preciso garantir o acompanhamento contínuo e a construção de um futuro autônomo. O alerta foi feito pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) durante a V Semana da Criança e do Adolescente no Judiciário, realizada na cidade de Cataguases, na Zona da Mata.
Em palestra com o tema “Depois da proteção: do problema ao plano na construção de caminhos para crianças e adolescentes”, o promotor de Justiça Gustavo Garcia Araújo ressaltou que salvar um jovem do perigo imediato é apenas a primeira etapa da proteção integral garantida pelo ECA.
Para transformar o acolhimento em mudança real de vida, o promotor destacou pontos fundamentais:
Plano Individual de Atendimento (PIA): conversão de relatórios e diagnósticos em metas claras e individualizadas.
Escuta qualificada: participação ativa das crianças e jovens nas decisões que afetam seus destinos.
Vínculos e autonomia: foco na reintegração familiar, no convívio comunitário e no preparo dos adolescentes para a vida adulta.
O MPMG reforçou que a efetividade desse trabalho exige atuação integrada e diálogo permanente entre Judiciário, Ministério Público, Conselho Tutelar e as redes municipais de saúde, educação e assistência social de Cataguases.
O encontro foi sediado no histórico Colégio Cataguases, espaço projetado por Oscar Niemeyer, com jardins de Roberto Burle Marx e tombado pelo Iphan desde 1994, unindo a tradição do patrimônio cultural da cidade ao compromisso com o futuro das novas gerações.