Minas Gerais confirma tradição de 'espelho do Brasil' e consolida vitória de Lula no 2º turno
Petista reverte vantagem do primeiro turno, vence disputa acirrada contra Flávio Bolsonaro no estado e mantém tradição que dura desde a redemocratização.
Em mais uma demonstração de sua força estratégica na política nacional, o estado de Minas Gerais manteve intacta uma tradição histórica que dura desde a redemocratização: a de ser o fiel da balança das eleições presidenciais do país.
Ao garantir a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições, o eleitorado mineiro voltou a espelhar exatamente o resultado das urnas em âmbito nacional.
Desde 1989, todos os presidentes eleitos no Brasil saíram das urnas com a maioria dos votos em território mineiro. A lista inclui Fernando Collor (1989), Fernando Henrique Cardoso (1994 e 1998), o próprio Lula (2002 e 2006), Dilma Rousseff (2010 e 2014), Jair Bolsonaro (2018) e Lula no terceiro (2022) e agora quarto mandato.
Virada em solo mineiro
A confirmação da escrita histórica exigiu uma reação da campanha petista no estado. No primeiro turno, segundo dados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o senador Flávio Bolsonaro(PL), havia terminado à frente do atual presidente em Minas Gerais, registrando 48,24% dos votos válidos contra 43,33% do petista, uma margem favorável ao adversário de aproximadamente 589 mil votos.
No segundo turno, contudo, Lula conseguiu reverter a vantagem em solo mineiro. Na reta final da apuração, com a quase totalidade das seções apuradas no estado, o presidente alcançou a liderança e assegurou a dianteira por uma diferença apertada, com pouco mais de 100 mil votos à frente do opositor.
Por que Minas Gerais reflete o país?
Minas Gerais se consolida como o segundo maior colégio eleitoral do Brasil, concentrando mais de 16,3 milhões de eleitores, marca superada apenas por São Paulo (33,1 milhões). O estado responde por cerca de 10,3% de todo o eleitorado nacional.