Hipnose
Hipnose
... ainda um dilema dentro da Psiqu?
Colabora??o:
Rep?rter Ana Maria
Reis
06/04/2000
Em 1885, o Pai da Psican?lise, em visita a Paris, assiste, impressionado, ?s De acordo com o psicanalista e professor da faculdade de Psicologia do
Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora, Paulo Buzan, dos casos de
paciente tratados sob a hipnose no s?culo passado, ficou constatado que ?os
sintomas desapareciam sempre que o acontecimento traum?tico ligado a ele era
reproduzido sob a t?cnica?. Apesar da posi??o reticente entre alguns especialistas da Psiqu?, como ? o
caso de psiquiatras e psicanalistas, a hipnose vem sendo popularizada como
pr?tica auxiliar da Medicina e incorporada ao dia-a-dia dos consult?rios.
Entre 1994 e 1995, os Conselhos Federais de Medicina, Odontologia e
Enfermagem reuniram-se para a cria??o de um estatuto, a fim de que a t?cnica
se regularize. Apesar do n?o pronunciamento dos psic?logos, o terapeuta Marcelo Ribeiro
Dantas acredita que uma lei n?o pode ser retr?gada e, portanto, a proibi??o
da hipnose em psicoterapias ? infund?vel. ?Somos os profissionais que mais
difundiram a t?cnica nos ?ltimos tempos?, afirma o psic?logo estudioso de
Milton Erickson, um importante te?rico da ?rea. A hipnose vem perdendo o estigma de mist?rio para tornar-se algo funcional.
?? muito melhor tratar algu?m relaxado que encarar um paciente tenso?, fala
o psic?logo Marcelo Ribeiro. Para ele, um indiv?duo em estado hipn?tico
apresenta as defesas suavizadas e consegue lidar melhor com seus problemas
por estar em maior contato com ele pr?prio. O psicanalista Paulo Buzan acredita que a tend?ncia atual em aliar hipnose a
tratamentos psicanal?ticos deve-se ? cultura p?s-moderna do ?instant?neo
como hegem?nico?. ?? uma necessidade de mercado, por isto, h? demanda. Todos
querem tudo a curto-prazo, inclusive a cura?, analisa o psicanalista. Trabalhando com hipnose desde 1991, o psic?logo Marcelo Ribeiro concorda que
a urg?ncia em se ver curado pode levar pessoas a consult?rios de Dentro da Psican?lise, todo neur?tico formula inconscientemente estrat?gias
pr?prias para lidar com suas imperfei?es. ?O indiv?duo sofre com as
reminisc?ncias, as lembran?as, que o condicionam e situam dentro das
rela?es sociais?, analisa Buzan. Acompanhando este pensamento, a an?lise
enxerga que o sintoma s? ? falho quando exp?e o indiv?duo e ? a partir da?
que ele busca a cura. Para Paulo Buzan, ?a cura de um sintoma faz parte do
processo terap?utico de an?lise, mas nunca ? o objetivo desta?. Marcelo Ribeiro acredita que a cura n?o vem, em imediato, com a hipnose ou
outras t?cnicas, como o acupunturismo. ?A cura s? existe quando h? o
encontro existencial entre o paciente e o terapeuta, algo que em nada tem a
ver com a transfer?ncia da Psican?lise, quando se cria uma depend?ncia muito
grande entre os dois?, fala o psic?logo que diz tratar de pouqu?ssimas
pessoas atrav?s da hipnose .
