Troca no comando da Procuradoria de Juiz de Fora ocorre em meio a rumores de insatisfação
Embora deixe a chefia da PGM, Marcus Motta não se afasta da administração.
A Prefeitura de Juiz de Fora anunciou nesta terça-feira (16) a saída de Marcus Motta do comando da Procuradoria-Geral do Município (PGM). Oficialmente, a administração informou que o pedido partiu do próprio procurador-geral por "questões particulares". No entanto, a mudança ocorre em um momento em que circulam nos bastidores da Prefeitura relatos de insatisfação entre procuradores municipais.
Para substituir Motta, a prefeita escolheu o procurador de carreira Eduardo Floriano, nome conhecido dentro da administração municipal por já ter ocupado cargos estratégicos, como secretário de Transformação Digital e Administrativa, controlador-geral do Município e superintendente do Procon.
Embora deixe a chefia da PGM, Marcus Motta não se afasta da administração. Ele continuará no governo, agora como assessor jurídico da Secretaria de Governo.
A PJF ressaltou a experiência de Eduardo Floriano e a confiança depositada em sua atuação.
"Estamos recorrendo a outro procurador da Prefeitura de Juiz de Fora, Eduardo Floriano, que já desempenhou importantes funções na administração municipal e é uma pessoa da nossa confiança. Tenho certeza de que a Prefeitura continuará muito bem atendida em suas necessidades de assessoria jurídica e de representação institucional", afirmou.
A troca de comando chama atenção por ocorrer em meio a comentários sobre um possível desgaste interno envolvendo procuradores municipais. Nos últimos dias, especulações davam conta da possibilidade de pedidos de desligamento de membros da categoria insatisfeitos com questões relacionadas à carreira e à condução administrativa.
Entretanto, consulta realizada pela reportagem aos Atos do Governo publicados nesta terça-feira não identificou exonerações em massa ou pedidos coletivos de saída de procuradores, o que afasta, ao menos oficialmente, a hipótese de uma debandada imediata na Procuradoria.
Mesmo assim, a mudança na principal função jurídica do Município inevitavelmente alimenta questionamentos sobre o ambiente interno da instituição e os reais motivos que levaram à saída de Marcus Motta do cargo.