Motorista de ônibus envolvido em acidente com 4 mortes na BR-040 vira réu em Juiz de Fora
Denúncia do Ministério Público de Minas Gerais aponta homicídio culposo e lesão corporal culposa; colisão entre veículos deixou 40 feridos no Distrito Industrial em setembro de 2025.
A Justiça tornou réu o motorista do ônibus envolvido no acidente que deixou quatro pessoas mortas e 40 feridas na BR-040, em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira.
De acordo com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o condutor vai responder por homicídio culposo no trânsito e por lesão corporal culposa no trânsito, todos agravados pelo fato de o acusado exercer a profissão de motorista de transporte de passageiros no momento da colisão.
O Acidente
A colisão ocorreu no dia 5 de setembro de 2025, na altura do km 779 da BR-040, no Distrito Industrial de Juiz de Fora. Na ocasião, o ônibus interestadual da Viação Cometa, que fazia o itinerário entre Belo Horizonte e o Rio de Janeiro, atingiu a traseira de um coletivo urbano da linha 743, que estava parado no acostamento para desembarque de passageiro.
O impacto causou a morte de quatro passageiras do ônibus urbano. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) contabilizou 40 feridos, sendo 32 ocupantes do veículo de transporte urbano e 8 do ônibus da Cometa.
Câmeras registraram condutor cochilando
Imagens registradas pelas câmeras internas do veículo interestadual e anexadas ao inquérito da Polícia Civil mostram o momento em que o motorista boceja e cochila ao volante segundos antes da colisão.
Laudos da perícia técnica indicaram que o ônibus mudou de faixa, invadiu o acostamento e atingiu o veículo urbano sem que houvesse acionamento dos freios ou tentativa de desvio por parte do condutor. Em depoimento prestado à polícia durante as investigações, o motorista relatou não se lembrar dos instantes anteriores à batida.
O que dizem as partes
Representado pela Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais por declarada falta de recursos financeiros para contratação de advogado particular, o réu foi citado e aguarda os desdobramentos dos prazos processuais para a manifestação formal nos autos.
Procurada pela nossa reportagem, a Viação Cometa informou que não comenta processos em tramitação judicial.