Coletiva na Prefeitura
Prefeito fala pela 1? vez sobre a manifesta??o dos estudantes. Elogia, mas avisa: "N?o existe a possibilidade de atend?-los"
Ricardo Corr?a
Rep?rter
09/02/2006
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Respondendo ?s perguntas dos jornalistas, o prefeito reconheceu o direito de manifesta??o dos estudantes, mas criticou os atos por causa das interrup?es de tr?nsito e do que ele chamou de "depreda??o do patrim?nio". Bejani disse que "a manifesta??o o fez pensar, e que eles (os estudantes) t?m raz?o em alguns pontos". At? mesmo o an?ncio do "Bairro a Bairro", segundo ele, teria a ver com as manifesta?es. Mas, sobre o pedido dos estudantes e sindicatos de classe, foi taxativo, e at? ir?nico.
"S?o garotos bonitos, mo?as bonitas que eu tenho visto pela televis?o. Eu
acho que faz parte, desde que seja respeitosa. Juiz de Fora come?ou o
movimento estudantil de derrubada da ditadura, e protestar ? um direito".
Ap?s recha?ar qualquer possibilidade de redu??o da tarifa, o prefeito
precisou responder porque n?o conceder o passe-livre estudantil. Citou leis
para dizer que n?o poderia faz?-lo. "A lei proibe. Eu n?o posso fazer isso.
S? se o governo federal disser que vai pagar. Porque a lei diz que eu tenho
que ter fontes de recursos para conceder o passe livre. Eu j? fiz a minha
parte, quando em 1991 fiz uma lei para que as crian?as da rede municipal
ganhassem o passe e n?o precisassem pagar ?nibus". Ele afirmou ainda n?o poder dar o meio passe estudantil. "Se eu der meio passe, o restante da popula??o vai ter que arcar com
isso. A
passagem vai subir ainda mais", declarou o prefeito.
Culpa do Lula?
"N?o acho. Todo o povo est? sacrificado. No dia que o governo federal
diminuir os tributos, as coisas podem melhorar. At? l?, o munic?pio s? pode
fazer a sua parte. At? porque a lei org?nica do munic?pio me obriga que eu
d? o reajuste necess?rio. Ent?o eu n?o acho justo, como n?o acho justo o
valor que se paga pela energia el?trica e outros servi?os, mas n?o tem
jeito", disse Bejani.
O prefeito ainda minimizou o impacto do aumento para boa parte dos
trabalhadores, por dizer que 60% dos vales transportes s?o vendidos para as
empresas. "Em 60% dos casos o patr?o est? pagando para o funcion?rio. Isso n?o est?
sendo falado. Mas isso n?o ameniza, temos que buscar outras alternativas",
considera.
Conselho aos estudantes
"O caminho ? o F?rum, est? ali no parque Halfeld. Se eles continuarem
achando que n?o ? justo, o lugar para irem ? o Judici?rio. Pe?am ? Justi?a
para que verifique a planilha. Eu confio na Justi?a. Se estiver errada e for
determinado, eu serei obrigado a abaixar a passagem. ? s? a Justi?a
mandar".
Enquanto o prefeito aconselha a utiliza??o da Justi?a, os estudantes
continuam sua luta nas ruas. Nesta sexta-feira, dia 10 de fevereiro, ?s 12h, eles fazem nova
manifesta??o, com concentra??o em frente ? C?mara Municipal.
Procurando culpados
Ele quer definir linhas que circulem entre dois bairros, n?o
necessariamente opostos. Com isso, segundo a Prefeitura, haveria uma melhor
interliga??o. Uma pessoa poderia, por exemplo, sair do S?o Pedro e ir para o Linhares, pagando uma passagem apenas. Isso faria com que as empresas
passassem a trabalhar fora de suas regi?es, o que para Bejani aumentaria o
n?mero de ve?culos. No caso do exemplo Linhares-S?o Pedro, segundo o
prefeito, a Tusmil e Gil, duas empresas que operam nessas regi?es,
trabalhariam em conjunto com essa nova linha. Todas as linhas curtas
passariam a ser bairro a bairro.
"Nada me tira da cabe?a que existam vales transportes falsificados sendo
vendidos em Juiz de Fora. E vamos acabar com essa festa de entrada pela
frente", disse o prefeito, que lembrou a redu??o do n?mero de passageiros de
13 para 8 milh?es, nos ?ltimos 15 anos.
O superintendente da Gettran, Marco Ant?nio Silveira, disse que esse ? mais
um passo da moderniza??o do sistema de transporte coletivo em Juiz de Fora,
que para ele pr?prio "? arcaico". Ele n?o economizou cr?ticas ? forma de
implanta??o do Sistema Integrado de Transporte Troncalizado e lembrou que o prefeito "herdou o Sitt".
Na coletiva de apresenta??o do projeto Bairro a Bairro, nenhum membro da
Astransp estava presente. Apenas o prefeito Alberto Bejani, o
superintendente da Gettran, Marco Ant?nio Silveira, e um consultor,
amigo de Bejani, respons?vel por implantar o projeto. Os estudos come?am
logo depois do Carnaval e a id?ia do prefeito ? colocar em funcionamento o
programa em agosto. Antes, ter? que fazer audi?ncias p?blicas para discutir
o tema. A id?ia ? se basear no que j? existe em outras cidade, como Belo
Horizonte.