M? conservação de orelhções prejudica popula??o
Má conservação de orelhões prejudica população Do total de 52 telefones públicos instalados nas principais ruas do Centro da cidade, 12 apresentam defeitos
Repórter
22/3/2010
Quem nunca precisou de telefones públicos, os famosos orelhões, pelo menos uma vez na vida? Mas basta andar pelas ruas de Juiz de Fora para constatar a má conservação dos aparelhos e das cabines, seja devido aos atos de vandalismo da própria população da cidade, seja pelo desgaste causado pelo tempo e pela escassez de reparos por parte da empresa responsável.
No quadrilátero formado pelas ruas Santa Rita, Marechal Deodoro, Batista de Oliveira e pela avenida Rio Branco, do qual fazem parte também as ruas São João e Halfeld (ver mapas), há, ao todo, 52 orelhões. Deste total, 12 não funcionam, o que representa 23,08% de aparelhos mudos, impedindo ou dificultando a comunicação dos usuários.
Na rua Santa Rita, dos três orelhões, um não está funcionando. Na São João, dos 14 telefones públicos, dois não funcionam. Na Halfeld, de um total de 24 orelhões, três estão mudos. Na rua Marechal Deodoro nenhum dos quatro orelhões opera. Na avenida Rio Branco, de cinco, dois apresentam defeito. Já na rua Batista de Oliveira, os dois telefones públicos existentes estão em funcionamento.
Entre os problemas verificados estão marcas de vandalismo, como pichações, fios soltos e aparelhos quebrados, além dos telefones que têm defeitos sem apresentar danos aparentes. Há ainda aqueles que apresentam a mensagem "Fora de operação" no visor e não emitem qualquer sinal sonoro.
Para a professora Nilda Amorim, o fato de não conseguir efetuar ligações em orelhões é desgastante. "Às vezes, existe apenas um telefone público em uma rua. Caso não funcione, é preciso andar até conseguir outro. Isso sem falar no risco que a gente corre de chegar em outro aparelho e ele também não funcionar." O pedreiro José Alves reclama do descaso e da falta de conservação. "Nem sempre temos como fazer ligações de celular. Vamos até um orelhão e ele não funciona. Como é que fica?", indaga.
De acordo com a assessoria de comunicação da Oi, empresa responsável pelos orelhões na cidade, os telefones instalados em vias e estabelecimentos públicos são alvos frequentes de vandalismo. No ano passado, dos cerca de 101 mil orelhões no Estado de Minas Gerais, em média, 8% foram danificados a cada mês. Também em 2009, aproximadamente 300 campânulas, ou cabines, foram vandalizadas no Estado, a cada mês. A empresa esclareceu que realiza periodicamente a manutenção destes aparelhos.
Segundo o Programa de Metas de Qualidade estabelecido pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), as empresas têm um prazo de até oito horas para efetuar o conserto dos aparelhos. A Oi afirma ter atingido, no ano passado, o equivalente a 99% dos consertos efetivados em até oito horas, quando a meta da agência reguladora é de 98%. Ainda segundo o programa, as operadoras devem manter um sistema que atue de maneira preventiva na detecção dos defeitos dos telefones públicos. O plano de metas de qualidade de telefonia fixa da Anatel estabelece também que, para cada cem orelhões em serviço, a empresa não deve exceder a oito solicitações de reparos.
Desgaste
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