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    Segunda-feira, 9 de outubro de 2017, atualizada às 16h23

    Delegacia da Mulher conclui inquérito de feminicídio em Juiz de Fora

    Da redação

    Na tarde desta segunda-feira, 9 de outubro, a Polícia Civil divulgou informações sobre a conclusão do inquérito do caso de feminicídio, ocorrido no bairro Santo Antônio, no dia 4 de agosto. Na data, uma jovem de 21 anos foi assassinada com um tiro no rosto, e encontrada caída dentro do estabelecimento comercial do investigado. Ela tinha um relacionamento extraconjugal com o suspeito, um comerciante de 41 anos. O crime também teria acontecido no interior do estabelecimento, onde havia marca de sangue e indicação de que o corpo teria sido arrastado por cerca de dois metros.

    Na época do crime, a Polícia Militar (PM) foi acionada pela esposa do homem, que estava no interior de sua residência - em frente ao estabelecimento - quando ouviu um estampido. Em seguida, o marido dela teria entrado em casa dizendo que havia atirado na vítima, que sua vida havia acabado naquele momento e que iria fugir. Segundo a delegada Ione Moreira Dias Barbosa, responsável pelas investigações do caso na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, após a prisão preventiva do suspeito, no dia 12 de setembro, as investigações prosseguiram com a finalidade de apurar a participação da esposa dele no caso. “O acervo probatório autoriza a crer que ela teve papel fundamental na realização do crime”, explicou a delegada.

    Segundo ela, o inquérito policial será enviado à Justiça nesta segunda e o investigado e a esposa dele serão indiciados por homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, traição e por meio que tornou impossível a defesa da vítima, além de se tratar de feminicídio. De acordo com a delegada, havia uma filmagem do momento dos fatos no estabelecimento, que foi encontrada pelos investigadores em Lima Duarte, durante a prisão do suspeito. Após análise das imagens, foi possível constatar que ele teria usado uma faca para ameaçar a vítima antes de matá-la. “Quando ele retornou para buscar o revólver, não estava mais com a faca”, contou, ressaltando que, o objeto teria, em tese, sido entregue à esposa dele para continuar com as ameaças, no momento em que foi buscar a arma.

    O casal também será indiciado por tentativa de ocultação de cadáver, já que teria arrastado o corpo da vítima próximo ao porta-malas do carro dos dois, mas não conseguiram ocultá-lo por circunstâncias alheias a suas vontades. Eles também teriam usado uma enxada, encontrada com sangue na mercearia, para arrastar o corpo da mulher. Além disso, responderão por fraude processual. Segundo Ione, eles ocultaram a filmagem e também teriam ocultado outros objetos do crime. A soma das penas chega a 37 anos de prisão.

    Com os novos fatos, o pedido de prisão preventiva em desfavor da mulher será reiterado junto à Justiça. “Tendo o Ministério Público já se manifestado favoravelmente para prisão da investigada”, concluiu.

    Com informações da Polícia Civil

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