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    Victor Bitarello Victor Bitarello 14/01/2014

    E "Confissões de adolescente" se tornou uma bonita mulher, já com mais de 20 anos

    cinemaNo início da década de 90, veio ao mundo uma criança chamada "Confissões de adolescente". A mãe era uma atriz de TV, jovem e relativamente popular na época. Eu não me lembro exatamente a idade que tinha, nem o ano do nascimento do livro, mas eu devia ser criança ainda, caminhando para a adolescência. O sucesso era nítido. Muito se falava sobre o livro nos programas na televisão. Em 1992, ainda bem nova, essa criança virou uma peça, de mesmo nome, que tinha em seu elenco a mãe, Maria Mariana, e outras atrizes também bastantes conhecidas naqueles tempos, Carol Machado e Patrícia Perrone. A quarta delas, Ingrid Guimarães, é mais famosa atualmente.

    Ninguém sabia dela até então. E, então, "Confissões" foi crescendo, em 1994 virou série na TV, a qual também tinha a participação de sua genitora, bem como das jovens Georgiana Góes, Daniela Valente e Deborah Secco. Eu lembro que não gostei do livro. Acredito que não gostei por falta de identificação mesmo. Era um livro de identidade bastante feminina, com histórias de vida de uma adolescência na qual eu sequer havia chegado. O tempo foi passando e eu, enquanto público, não tive a oportunidade de acompanhar a adolescência dessa moça, que me pega, agora, assim, de repente, já adulta, nas telas de cinema, se mostrando uma mulher bonita, leve, agradável, e sem dúvida, com uma enorme vontade de levar um pouco mais de uma hora e meia de prazer e diversão de boa qualidade às pessoas.

    Esse momento de diversão nos é apresentado por quatro lindas atrizes: Sophia Abrahão ("Tina"), Isabella Camero ("Bianca"), Malu Rodrigues ("Alice") e Clara Tiezzi ("Carina"). Todas se revelando como potenciais futuras estrelas desse mundo, qual seja, o mundo da cena de TV, da cena de cinema. E todas, já conhecidas do público (Sophia por "Malhação", "Rebelde" e "Amor a vida"; Isabella por "Malhação"; Malu por "Tapas e beijos"; Clara por "Malhação"), provaram que suas escolhas para os papéis foram muito acertadas, porque estão muito bem em seus personagens, apesar de eu, humildemente, apostar forte na loirinha Malu Rodrigues. A menina ainda tem muito a mostrar. Tendo como pano de fundo a necessidade de ajudarem o pai, "Paulo" (Cássio Gabus Mendes), o qual se vê diante da impossibilidade de continuar dando às filhas o padrão de vida que levavam, as histórias pairam, basicamente, sobre as situações da vida ligadas à vivência afetivo/sexual. O foco são as primeiras experiências, como o primeiro beijo, a primeira transa, as possibilidades do amor, inclusive o seu fim, o primeiro fim.

    Uma enorme vantagem que se percebe é que a história não mostra os adolescentes de forma caricata, com excessos de gírias e preconceitos, de estereótipos e tribos. São adolescentes mesmo, daqueles que vemos no dia a dia, daqueles com os quais convivemos. O filme não cai também em algumas armadilhas, como o tratamento da problemática do aborto de maneira politizada, abordando a questão da maneira como duas adolescentes, ao menos daquela realidade sócio/econômica, abordariam. É realmente muito prazeroso as participações das atrizes da série, mesmo que rápidas. Outro ponto que, inevitavelmente, chama a atenção, e que demonstra que "Confissões" já atingiu certa maturidade, é a leveza com quem o nu é mostrado. Seios e bumbuns aparecem tão naturalmente (mesmo que seu uso, muito provavelmente, tenha se dado com a intenção de atrair o público), que aumenta a beleza das cenas e mostra o quanto nós, pessoas, somos capazes de sermos bonitos. O quanto nossa natureza é bonita.

    Assistir a "Confissões de adolescente" é uma delícia! Todos deveriam se permitir passar um tempo ali, diante daquela tela, vendo e ouvindo lembranças de suas próprias vidas. Rindo ao pensar que "comigo também foi assim."

    Nascida através de um livro, quando criança esteve no teatro e na TV, e agora, adulta, se mostra nos cinemas e convida a todos para conhecê-la. Eu afirmo: será um prazer!!!


    Victor Bitarello é bacharel em Direito pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), pós-graduado em Direito Penal e Processual Penal pela Universidade Candido Mendes (UCAM). Ator amador há 15 anos e estudioso de cinema e teatro. Servidor público do Estado de Minas Gerais, também já tendo atuado como professor de inglês por um período de 8 meses na Associação Cultural Brasil Estados Unidos - ACBEU, em Juiz de Fora. Pós graduando em Direito Processual Civil.

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