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    Segunda-feira, 28 de março de 2011, atualizada às 16h18

    Mostra gratuita vai exibir 15 filmes em três dias em Juiz de Fora

    Da redação

    Foto de filmeNos dias 1º, 2 e 3 de abril, Juiz de Fora vai sediar a Mostra do Filme Livre (MFL). Completando 10 anos, a iniciativa aporta pela primeira vez na cidade, com programação gratuita, por meio de uma parceria da Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage (Funalfa), com o Circuito Fora do Eixo e o Cineclube Bordel Sem Paredes. A programação é gratuita e será realizada na Videoteca do Centro Cultural Bernardo Mascarenhas (CCBM), localizada na avenida Getúlio Vargas 200, Centro. No total, vão ser exibidos 15 filmes.

    A MFL é pioneira em agregar filmes de todos os gêneros, formatos, durações e épocas em uma mesma sessão. A mostra já exibiu 2.300 filmes para um público superior a 33 mil pessoas. A expectativa para 2011 é de atingir oito mil pessoas em oito estados brasileiros, por meio de parceria com 58 cineclubes espalhados pelo país.

    Programação

    Dia 1 (sexta-feira), às 19h

    Cante um Funk para um Filme (Rio de Janeiro, 2007 – 22 minutos). Direção: Emílio Domingo e Marcus Faustini. Sinopse: Através de faixas espalhadas pela cidade de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, procurando pessoas para cantar um funk para um filme, o documentário faz um registro sobre a importância subjetiva dos mais de 20 anos de funk carioca na vida das pessoas.

    O último dia (Paraná, 2010 – 12 minutos). Direção: Christopher Faust. Sinopse: "Jeans e camisas coloridas. Quatro personagens e o momento da despedida. A melancolia pós-universidade. Querer ou não querer ser um adulto? Eis a questão. A noite cai, o álcool entra e as camisas coloridas ficam ligeiramente desbotadas. Não há mais espaço para balões de ar; é necessário estourá-los. Uma placa: alguns seguem em frente e outros viram à direita." (Raphael Fonseca)

    Nego (Minas Gerais, 2010 – 3 minutos). Direção: Savio Leite e Marki Adjaric. Sinopse: Uma homenagem ao intelectual negro mais fecundo que o Brasil conheceu, utilizando os quadrinhos como aporte visual e dramático.

    Último retrato (Rio de Janeiro, 2010 – 9 minutos). Direção: Abelardo de Carvalho. Sinopse: O filme descreve o trabalho de um fotógrafo do início do século que dedicou a fotografar crianças mortas. São 12 crianças entre meninos e meninas retratados em um momento único, eternizados como em uma tentativa romântica de manter a vida.

    Ruído Negro (Rio de Janeiro, 2009 – 15 minutos). Direção: Vladimir Seixas. Sinopse: Fragmentos da vida de três mulheres descendentes de escravos.

    Estrada para Ythaca (Ceará, 2010 – 70 minutos). Direção: Chico Lacerda. Sinopse: Quatro amigos saem em busca da mística ilha de Ythaca, após uma noite de beberagens e cantorias: um carro furtado é o motor de fuga (do lugar-comum), e as bebidas e comidas na viagem surgem através de licença poética.

    Dia 2 (sábado), às 14h

    A Banda (Paraíba, 2010 – 20 minutos). Direção: Chico Lacerda. Sinopse: "A banda é um instigante passeio silencioso pelos corpos que compõe o carnaval do Recife. Carnaval fora de época na verdade, por se tratar da parada em celebração do orgulho gay. A partir de um olhar bastante sensível se cria uma justaposição entre o silêncio (o filme não tem banda sonora) e o movimento crescente, epifania digna de uma peça wagneriana. O calor salta da tela em ondas que chegam a deformar a imagem, mas o estranhamento inicial vai aos poucos se tornando imersão de rara intensidade." (Gabriel Sanna)

    Aventuras de Paulo Bruscky (Pernambuco, 2010 – 19 minutos). Direção: Gabriel Mascaro. Sinopse: "Paulo Bruscky, 'inventor e fazedor de arte', rende-se ao encanto tridimensional do Second Life. Se o artista um dia já foi tachado de 'antiartista', o diretor desse curta poderia também ser enquadrado como 'antidocumentarista'. Um curta-metragem para além das classificações. Uma experiência do homem dentro da paisagem virtual." (Raphael Fonseca)

    O Assassino do Bem (São Paulo, 2010 – 14 minutos). Direção: Thiago Pedroso e Hiro Ishikawa. Sinopse: "Se a moral e os bons costumes por vezes nos impedem de levar às últimas consequências possíveis intolerâncias, aqui os cineastas brincam de matar alguns arquétipos dos mais cretinos que habitam nosso imaginário. Aliado ao bom humor com que tal niilismo é representado, uma colagem sonora muito bem tramada de referências diversas coletadas na internet e no inconsciente coletivo de toda uma geração dão ao filme um toque sarcástico, que o torna uma das mais pontuais sátiras ao emburrecimento universal ubermidiático." (Gabriel Sanna)

    Murmúrio da Vida (Alagoas, 2009 – 3 minutos). Direção: Felipe Pereira Barros. Sinopse: "A pílula que é uma pérola. Dois minutos e meio é o tempo necessário para refletir sobre a brevidade da vida. As ondas do mar, um relógio, rugas e a pele que urge por acnes. Duas das três idades do homem fitam a câmera. Um barco nos faz lembrar do inevitável processo de definhar." (Raphael Fonseca)

    Mulher à Tarde (Minas Gerais, 2010 – 95 minutos). Direção: Affonso Uchoa. Sinopse: Três mulheres tentam passar o que será, talvez, seu último dia juntas, compartilhando tarefas comuns em poucos metros quadrados: uma cozinha, um corredor estreito, uma varanda com piscina (também não muito espaçosa) e seus quartos de descanso e memória.

    Dia 3 (domingo), às 14h

    Depois da Pele (Rio Grande do Sul, 2010 – 13 minutos). Direção: Márcio Reolon e Samuel Telles. Sinopse: A intimidade é desnudada em diálogos pós sexo.

    El Chivo a Baco (Espírito Santo, 2009 – 20 minutos). Direção: Gui Castor. Sinopse: Gabriela Vivas é uma transexual equatoriana que dedica 46 anos à prostituição. Atualmente vive em Barcelona e passa por uma crise emocional que a impulsiona a buscar uma mudança em sua vida. El Chivo a Baco mostra que o sacrifício de muitas pessoas para seguir seu caminho é a solidão.

    Izamara (São Paulo, 2009 – 9 minutos). Direção: Diogo Hayashi. Sinopse: Quando ele teve certeza de que ela havia partido.

    Corpo Delito (São Paulo, 2010 – 13 minutos). Direção: Arthur Vicentini Tuoto. Sinopse: Através de uma conversa telefônica e de uma imagem captada por uma janela, violência, trauma e fascínio encontram-se em um jogo de sensorialidades distintas, porém, parte de um mesmo imaginário.

    Os textos são revisados por Thaísa Hosken

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