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    Terça-feira, 16 de abril de 2013, atualizada às 19h07

    O espetáculo O Negro, a Flor e o Rosário chega a Juiz de Fora

    Cintia Charlene
    *Colaboração
    espetaculo

    Mostrar ao público histórias que são referências no imaginário nacional pelo viés da cultura negra, apresentada por meio de uma linguagem poética, é a proposta do espetáculo cênico-musical O Negro, a Flor e o Rosário, que chega a Juiz de Fora.

    A apresentação será no Teatro Pró-Música/UFJF, neste sábado, 20 de abril, às 20h30. A obra, criada pelo cantor e compositor Maurício Tizumba, em parceria com o cordelista Vítor Alvim, reúne seis contos da cultura afro-brasileira: Orixás, Zumbi dos Palmares, Dandara, Saci-Pererê, Cosme e Damião e Nossa Senhora do Rosário.

    ''O público poderá conferir esses contos, que misturam ficção e realidade de forma poética, lúdica, sem ser caricatural, apresentando elementos filósoficos mantindos na nossa cultura. É um dos poucos espetáculos que fazem um apanhado da cultura afro-brasileira, em forma de teatro, de musicalidade'', explica o protagonista, Benjamin Abras.

    A atração é marcada por cantos, danças, bonecos e tambores. Os ritmos são embalados por instrumentos como caixas, gumgas, patangoni e atabaque. ''São dez atores, um homem e nove mulheres, que cantam, dançam e tocam ao mesmo tempo, além de interpretarem as histórias. Meu papel é de um contador de histórias que se transforma em cada um dos personagens, em um determinado momento'', comenta o ator.

    A peça, que está em cartaz há cinco anos, recebe o apoio do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, já foi apresentada em dezenas de municípios de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. E após passar por Juiz de Fora, será encenada nas cidades de Timóteo, Sabará e Nova Lima.

    O espetáculo conta, ainda, com músicas compostas pelo próprio Tizumba e cantigas do candomblé e congado recolhidas por ele. O espetáculo conquistou o prêmio de melhor trilha sonora original pelo Sinparc, no quesito Teatro em Minas Gerais, em 2010. A peça tem direção de Paula Manata, do grupo Armatrux, preparação vocal da cantora Marina Machado, coreografia e preparação corporal de Giovana Penna, cenário de Eduardo Félix Leite, que assina também os figurinos e adereços, e iluminação de Bruno Cerezoli. No palco, o ator Benjamin Abras e a Trupe Negra (nove atrizes negras). Com duração de uma hora, a classificação é livre e a entrada gratuita.

    *Cintia Charlene é estudante do 7º período de Comunicação Social da UFJF

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