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    Certidões do Tempo traz Juiz de Fora em arte e literatura Textos de Murilo Mendes e obras de artistas plásticos
    juizforanos documentam memória da cidade

    Clecius Campos
    Repórter
    23/3/2009

    Obras de artistas plásticos juizforanos misturam-se às palavras do poeta Murilo Mendes para documentar a Manchester Mineira sem muito rigor histórico ou compromisso. Este é o objetivo da exposição Certidões do Tempo, que ocupa a galeria Retratos Relâmpago do Museu de Arte Moderna Murilo Mendes (MAMM).

    Segundo o responsável pelo setor de expografia do espaço, Paulo Alvarez, a ideia é mostrar a visão que os artistas e o escritor tinham sobre Juiz de Fora. "Tanto a literatura quanto as artes plásticas são consideradas parte da memória de uma cidade. Como o tema Murilo Mendes é recorrente no museu, tivemos a ideia de juntar a obra dele com o talento de artistas locais", diz.

    O Morro da Glória, a Praça da Estação, o parque do Museu Mariano Procópio, o prédio da antiga Faculdade de Letras da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), onde hoje funciona a Casa de Cultura, além de imagens do Rio Paraibuna passando por um processo de dragagem são alguns dos pontos documentados pelos artistas e pelo texto de Murilo Mendes.

    A exposição conta com 21 obras de 14 artistas: Carlos Bracher, Celina Bracher, Clério Pereira de Souza, Décio Bracher, Dnar Rocha, Frederico Bracher Junior, Heitor de Alencar, Jayme Aguiar, Nívea Bracher, Renato Stheling, Roberto Gil, Roberto Vieira, Silvio Aragão e Wandir Ramos. Há ainda os trechos do livro A idade do serrote, do escritor juizforano. O poema Canção do exílio, de Murilo Mendes, uma paródia do original de Gonçalves Dias, também é utilizado na mostra.

    Foto de quadro que está na exposição Foto de quadro que está na exposição Foto de quadro que está na exposição

    "A maioria dos artistas que estão expostos foram alunos da Sociedade de Belas Artes Antônio Parreiras, responsável por formar os artistas plásticos da cidade, antes da chegada do curso de Artes da UFJF. Trata-se de um registro da cidade de alto nível. Muito rico devido à representatividade do grupo", afirma Alvarez.

    Alvarez conta que os colegas da Sociedade de Belas Artes costumavam sair pelas ruas de Juiz de Fora, aos finais de semana, em busca de boas paisagens ou cenas para seus quadros. "Eles saíam para pintar e quando voltavam para as aulas na segunda-feira, discutiam suas impressões e inspirações. Algumas das obras têm no verso anotações como sábado e domingo", diz.

    Foto de quadro que está na exposição Foto de quadro que está na exposição Foto de quadro que está na exposição

    Conforme Alvazez, a exposição é uma oportunidade única para prestigiar artistas de Juiz de Fora, para conhecer um pouco mais a obra de Murilo Mendes e para visitar o museu. "São atividades que enriquecem e permitem que aprendamos mais de uma forma bem leve", afirma. As obras são, em sua maioria, de colecionadores particulares, apenas três delas são do acervo da UFJF.

    A exposição Certidões do Tempo pode ser conferida até o dia 26 de abril, de terça a sexta, de 10h as 18 e nos sábados e domingos, de 13h as 18h. O MAMM fica na rua Benjamin Constant, 790.

    *Os textos são revisados por Madalena Fernandes.

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