Instituto Profissional Dom Orione
Instituto Dom Orione Há 47 anos acolhendo crianças e adolescentes carentes
03/04/03
Dez anos depois, o abrigo foi doado à Pequena Obra da Divina Providência, congregação ligada à Igreja Católica que atua em diversos países. "No Brasil, há várias casas espalhadas, prestando apoio sócio-educativo a menores carentes, excepcionais e idosos, além de entidades hospitalares e religiosas", revela Padre Luizinho.
Em 05 de junho de 1955, o Abrigo Profissional Dom Bosco passou a se chamar Instituto Profissional Dom Orione. Até então, o Instituto assistia a meninos de sete a 18 anos e funcionava em regime de internato profissionalizante nas áreas de marcenaria, mecânica e tipografia.
Durante muitos anos, junto à sede do Instituto também funcionou um seminário, transferido na década de 90 para Brasília. Nessa mesma época, com a implantação do Estatuto da Criança e do Adolescente, a instituição passou a funcionar, segundo Padre Luizinho, em regime aberto de semi-internato.
Saiba quem foi Dom OrioneHoje o Instituto Profissional Dom Orione atende cerca de 50 crianças e adolescentes do sexo masculino na faixa etária compreendida entre os sete e quinze anos. "Em sua grande maioria, eles são moradores do bairro Dom Bosco e adjacências e estudam na Escola Estadual Dom Orione, anexa à instituição", diz a psicóloga Ana Elisa Vilhena.
Criança esperança
A psicóloga é a idealizadora e coordenadora do Projeto Confiar, trabalho que busca a inclusão social, investindo no futuro das crianças. Com apoio oficial da DaimlerChrysler do Brasil, de acordo com Ana Elisa, "o projeto tem como missão proporcionar mais qualidade de vida a crianças e adolescentes por meio de atividades edificantes".
A idéia do projeto surgiu a partir da observação da psicóloga que prestava serviços voluntários à instituição. "Havia a necessidade de ocupar o tempo ocioso dessas crianças que tinham o espaço do Instituto disponível, mas sem uma orientação profissional e uma agenda de atividades programadas", esclarece Ana Elisa.
Padre Luizinho completa: "As crianças estavam carentes de uma equipe multidisciplinar que pudesse oferecer, além da orientação psicológica, pedagógica e assistencial, atividades esportivas e culturais. Hoje existem profissionais capacitados para prestar esses serviços com condição de transformar a vida dessas crianças e adolescentes, preparando-as para a vida lá fora e para o mercado de trabalho".
Implementado em fevereiro deste ano, o Projeto Confiar, com atuação de professores e instrutores, oferece diversas oficinas durante as manhãs, período que as crianças e adolescentes passam no Instituto.
"Eles chegam por volta das 7h30 e permanecem no Instituto até 12h30, horário em que vão para a escola. As crianças são divididas por faixa etária em três grupos e desenvolvem três atividades por dia. Os que estão precisando de apoio pedagógico, substituem uma atividade pelo reforço escolar. E projeto ainda atua junto às famílias das crianças através de doações e assistência psicológica e social", conta Ana Elisa. No Instituto, as crianças e os adolescentes também recebem assistência nutricional - café da manhã e almoço - e orientação e práticas higiênicas.
A equipe do Projeto Confiar está dividida em cinco setores: psicológico, pedagógico, de assistência social, cultural e esportivo. "São oficinas de artes, aulas de inglês, informática, música, teatro, capoeira, futebol, takwondo, dança de rua, além do reforço escolar, que despertam a auto-estima e canalizam a criatividade das crianças para uma formação inclusiva, afastando-as da marginalidade", explica Ana Elisa. E a meta do projeto para um futuro próximo é dobrar o número de crianças e adolescentes assistidos, incluindo também meninas, e revitalizar o caráter profissionalizante do Instituto. Em breve também será lançada a campanha de apadrinhamento das crianças.
Confira o trabalho desenvolvido pelo projeto no Instituto
Inclusão digital
Respeitável público
Pintando o sete
Bola, gingado e artes marciais
Quem canta seus males espanta
The book is on the table
Dentro de um projeto que tem como missão a inclusão social, o ensino de uma língua estrangeira não poderia ficar de fora. Ministradas pela professora Rinely Aquino, é durante as aulas de inglês que os alunos têm contato com uma cultura diferente. Expandem seus conhecimentos lingüísticos e preparam-se para o mercado de trabalho ao aprenderem a língua estrangeira atualmente considerada como mais importante.
Assumindo o segundo triênio na diretoria do Instituto Profissional Dom Orione, Padre Luizinho, observa como as crianças passaram a se comportar depois da implementação do Projeto Confiar. "A receptividade é enorme e já dá para perceber uma melhoria no comportamento das crianças".
"São profissionais e voluntários que, com dedicação e determinação, investem no futuro das crianças e tornam possível a continuidade das atividades do projeto", finaliza a psicóloga.