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    Elizabeth Soares Elizabeth Soares 10/11/07

    Você anda sonhando com um diploma universitário?
    Antes de investir, procure entender o que o mercado quer

    Em plena Era do Conhecimento, nunca se falou tanto na importância e no valor da educação. As políticas públicas influenciaram a forte explosão do ensino superior no Brasil e no mundo nos últimos 15 anos. Os jovens de hoje sonham em correr para a universidade desejando um lugar melhor no mercado de trabalho. Para a professora e pesquisadora inglesa da área educacional, Alison Wolf, o principal motivo para a expansão do ensino superior não nasceu no mercado, mas sim, nos próprios estudantes. As pessoas é que passaram a acreditar fortemente no valor do diploma universitário. O resultado disto? A massificação do ensino superior que mudou o comportamento dos empregadores. Hoje em dia, até mesmo os trabalhos que não precisavam de maior qualificação passaram a exigir mais. É como se as empresas entendessem que as pessoas que não se deram ao trabalho de fazer faculdade não têm iniciativa e nem preparo para estar no mercado.

    Sendo assim, para que serve um diploma universitário atualmente? Ao invés de abrir portas como no passado, agora, um diploma serve apenas para não fechá-las. O sonho do diploma na parede já é algo ultrapassado. Representa um resquício da época em que havia uma enorme estratificação social e apenas os "ricos" podiam ir para a Universidade. O diploma era um sinônimo de posição social e de certa segurança econômica.

    Antes de investir tempo e dinheiro durante 4 anos ou mais em um curso superior de prestígio, talvez, seja útil experimentar outras habilidades para "fazer dinheiro". Os jovens que ingressam mais cedo no mercado de trabalho tendem a amadurecer mais. Pesquisas na Inglaterra mostram que os jovens que tiveram trabalhos temporários têm mais chance de conseguir um emprego estável no futuro. Os cursos profissionalizantes estão aí com inúmeros exemplos de sucesso, boa remuneração e aceitação no mercado de trabalho.

    Saiba que a maior parte dos empregos no mundo atual está, por exemplo, no telesserviço ou telemarketing. Para se ter uma idéia, na Inglaterra existe mais gente empregada no telemarketing do que o total de funcionários inseridos nas indústrias de carvão, aço e automóveis.

    Pesquise mais sobre este assunto, informe-se. Só procure uma universidade se o seu objetivo for expandir sua mente e gerar conhecimento. Não fique na falsa expectativa alimentada por muitos governos e cidadãos de que a universidade é uma preparação para o mercado de trabalho. Abra a sua cabeça e enxergue do que o mercado está precisando. De que vale um monte de gente com curso superior e pós-graduação sem vagas disponíveis no mercado? Planeje sua carreira, caso contrário, você correrá o risco de entrar para as estatísticas do problema chamado "supereducação".


    Elizabeth Soares
    é psicóloga com foco em desenvolvimento de pessoas
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