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    Contribuições de Paulo Freire: Pedagogia da autonomia & filosofia do sujeito

    Jungley Torres  Jungley Torres 29/03/2018

    A educação foi uma das preocupações centrais de Paulo Freire, e falar deste teórico educador e filósofo, é considerar o homem como sujeito, instaurar uma filosofia do sujeito e a possibilidade de uma nova filosofia da educação. Com Paulo Freire, o sujeito torna-se aquele que se sustenta em sua própria existência.

    Como Leonardo Boff nos remeteu no Prefácio da Pedagogia da Esperança: “Toda a pedagogia de Paulo Freire é uma permanente dialog-ação das pessoas entre si e de todas com a realidade circundante em vista de sua transformação. Destarte se forma a comunidade na qual todos, enraizados na realidade, aprendem uns dos outros, ensinam uns aos outros e se fazem parceiros na construção coletiva da história” (BOFF in FREIRE, 1992, p. 6).

    O ser humano não pode ser considerado como uma realidade pronta, acabada, mas sim como um ser em busca constante de auto-realização e crescimento, o que pode ser identificado com o seu processo contínuo de humanização. Nesse sentido, apresenta-se o Processo de Conscientização e Diálogo através do qual os seres humanos poderão tornar-se sujeitos no processo educativo, bem como na construção de sua humanidade.

    Diante de uma sociedade capitalista e pragmática, desenvolver a capacidade de sujeito autônomo do educando se torna um desafio, e de certa forma algo “utópico”, no sentido grego arcaico de “ainda não”, algo que ainda não foi realizado, mas que é possível de se realizar, neste sentido Paulo Freire aponta.

    É certamente possível trabalhar com uma proposta, e metodologia na educação básica Humana Libertadora, que contribua para a passagem da consciência ingênua à consciência crítica, através de um processo de Conscientização e Diálogo, no qual compõe o que Freire denominou como Educação Problematizadora, os seres humanos poderão deixar de serem tratados como coisas, para transformarem-se plenamente em pessoas conscientes de si e de seu papel histórico no mundo.

    O desafio de uma pedagogia da autonomia, e o desenvolvimento de uma filosofia do sujeito deve ser assumido pelos docentes, pois se assim o for, o desenvolvimento do sujeitos no processo educativo, bem como na construção de sua humanidade se torna plenamente possível.

    # Desafio por uma Pedagogia da autonomia.


    Jungley Torres é filósofo com formações em pedagogia e teologia. Área de interesse: desdobramento dos aspectos ontológicos, existências, hermenêuticos, da subjetividade e fenomenologia. Estudo de discursos e saberes que constituem as práticas educativas; Educação e Linguagem, com enfoque no discurso pedagógico contemporâneo.

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