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    A dimensão perdida da educação

    Jungley Torres Jungley Torres 25/09/2019

    Por que as coisas são do jeito que são? Por muitas vezes, por comodismo ou conformismo não damos a devida importância, apenas às aceitamos pelo simples fato de acharmos que tais coisas sempre foram assim, como adultos aceitamos às perplexidades das coisas, talvez por conveniência do senso comum e pela falta de pensamento crítica- reflexivo.

    Em contra partida ao sentimento de aceitação das coisas pela “vida adulta”, às crianças tem em si o deslumbramento, a capacidade de fascinação, prontidão em buscar o significado e sua vontade de compreender o porquê de as coisas serem como são. As simples crianças abrem em si um mundo de condições de possibilidades ao questionar as coisas, e buscar os porquês e compressão e não simplesmente aceitar as coisas de uma forma passiva; às crianças se admiram, se questionam sobre elas, e mais, sobre o mundo.

    A fascinação infantil da criança se dá em um simples ato, de admiração, ao se depararem com um caracol e se encantarem ou uma simples poça de lama. Aos poucos, gradativamente, o mundo parece se tornar mais “preto e branco” menos colorido, e o que antes era um sentimento de admiração, indagador vai perdendo o caráter de admiração e reflexão perde-se as buscas dos porquês, e passa-se aceitar essas coisas como fatos, prontas e acabadas, passando assim a não se maravilhar com mais nada.

    O pensamento infantil de uma criança questiona e pergunta o “por quê” das coisas, não devemos pressupor que busquem explicações científicas ou não, elas estão simplesmente buscando explicações que as satisfaçam, explicações e compreensões das coisas a modo que possam entendê-las, saber o por que as coisas são do jeito que são, essa admiração, curiosidade que leva a busca.

    Por vezes, às crianças querem ao invés de explicações causais ou literais, interpretações simbólicas, e por “almejarem” interpretações simbólicas voltam-se para a fantasia, para os jogos, para os contos de fadas, para o folclore, para a dimensão artísticas, exercitando assim um pensamento reflexivo- imaginário real.
    As crianças também buscam que possam ser chamados de filosóficos, a partir de suas próprias perguntas, questionamentos e indagações, perguntas que por vezes são complexas de serem respondidas, e que proporciona reflexão sobre, perguntas tais, filosóficas, feitas pelas crianças que perpassam a metafísica, o campo da lógica ou ética.

    Essas considerações aqui expressadas de forma sucinta apontam para a problemática: “por que as coisas são do jeito que são?” Mostrando com isso a atitude da criança diante das coisas, do mundo em um olhar de admiração, espanto, indagação e questionamentos, o que torna o mundo mais encantador e “colorido”, Essa dimensão perdida da educação é o próprio ato filosófico, pois a filosofia nasce da admiração e do reconhecimento do não-saber, do descobrimento, do espanto, da reflexão e questionamento.

    Jungley Torres

    Área de formação: Filosofia, Pedagogia e Teologia.

    Área de interesse: desdobramento dos aspectos ontológicos, existências, hermenêuticos, da subjetividade e fenomenologia. Estudo de discursos e saberes que constituem as práticas educativas; Educação e Linguagem, com enfoque no discurso pedagógico contemporâneo.

    Os autores dos artigos assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo dos textos de sua autoria. A opinião dos autores não necessariamente expressa a linha editorial e a visão do Portal ACESSA.com

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