Sexta-feira, 24 de abril de 2009, atualizada às 18h15

Candidatos poderão optar por notas do vestibular ou do Enem para tentar uma vaga na segunda etapa do processo seletivo da UFJF

Patrícia Rossini
*Colaboração

Os vestibulandos que vão tentar, no final de 2009, uma vaga na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) poderão optar entre a nota da primeira fase do vestibular e o resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para chegar à segunda etapa do concurso.

Essa foi a solução encontrada pelo Conselho de Graduação (Congrad) da UFJF para aderir, ainda neste ano, à proposta do Ministério da Educação (MEC) de unificar o acesso às instituições federais de ensino através do novo Enem. A decisão do Congrad representa a terceira mudança feita no processo seletivo em 2009.

A possibilidade de optar pelo Enem não exclui a obrigatoriedade do vestibular na UFJF. O candidato realizará as provas da primeira fase e, com o resultado das questões objetivas do Enem e do vestibular em mãos, poderá decidir qual nota utilizar para a segunda fase. A universidade também vai adotar a classificação do Enem para ocupar as vagas ociosas, geradas por falta de candidatos aprovados no processo seletivo tradicional.

A decisão do Congrad será submetida ao Conselho Superior (Consu) da instituição e precisa ser comunicada oficialmente ao MEC até o dia 30 de abril. No modelo adotado pela UFJF, só será válido o resultado do Exame Nacional feito nos dias 3 e 4 de outubro, deste ano, devido às mudanças estruturais na prova.

Em nota divulgada pela assessoria de comunicação, a UFJF não descarta uma nova alteração para o concurso em 2011, uma vez que o projeto de unificação do processo seletivo pode ser reavaliado e renovado anualmente.

Avaliação positiva

Para a professora da Escola Estadual Sebastião Patrus de Sousa, que representou a rede pública na reunião do Congrad, Maria Célia Barbosa, o modelo adotado pela UFJF pode beneficiar os egressos das escolas públicas. "Cerca de 99% dos alunos fazem o Enem, pois ele é aproveitado por outras universidades. Mesmo que exista uma mudança na estrutura da prova, eles não serão surpreendidos, pois estão acostumados com as questões de capacidade analítica."

O representante da rede particular de ensino, Nelson Ragazzi, acredita que essa tenha sido a decisão que pode causar menos problema para os alunos. "Dentro do que podia ser resolvido, a iniciativa é a mais interessante para os alunos, já que eles poderão escolher a nota mais alta, entre a primeira fase do vestibular e o desempenho no Enem." Para Ragazzi, continuam nebulosas as características do novo Enem. "O que sabemos é que a prova passa a ter 200 questões e não mais 63. Acreditamos que o exame virá com mais conteúdo e menos reflexão."


* Patrícia Rossini é estudante de Comunicação Social da UFJF

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