Servidores técnico-administrativos da UFJF voltaram a trabalhar no regime de 50%

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Quarta-feira, 17 de agosto de 2011, atualizada às 18h

Servidores técnico-administrativos da UFJF voltaram a trabalhar no regime de 50%

Jorge Júnior
Repórter

Os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), que estão paralisados há 72 dias, voltaram a trabalhar nesta quarta-feira, 16 de agosto, no regime de cumprimento de 50% de frequência dos funcionários, devido a liminar do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

"O STJ entrou como uma liminar no dia 25 de julho, arrolando todos os sindicatos que tivessem em greve. Como a liminar é de caráter sumário, os sindicatos tiveram que acatar a decisão, senão iam ter que pagar uma multa de R$ 50 mil diários", explica o coordenador geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação das Instituições Federais de Ensino de Juiz de Fora (Sintufejuf), Lucas Simeão.

Com a decisão, os Restaurantes Universitários (RUs), a Biblioteca Central e os laboratórios de algumas faculdades retomaram o funcionamento. "O movimento continua, mas 50% dos trabalhadores tiveram que voltar à ativa."

Protesto

Cerca de 200 alunos da UFJF e representantes do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFJF, participaram de uma marcha na manhã desta quarta-feira, no campus da UFJF. "O ato ficou concentrado em frente à Reitoria da UFJF e seguiu em direção ao RU do campus", diz a coordenadora geral do DCE, Mirelly Cardoso.

A volta dos serviços do restaurante foi comunicada pelos grevistas momentos antes do protesto, mas, mesmo assim, os manifestantes não desistiram de realizar o ato público. "O objetivo da manifestação foi mostrar a falta que o RU e que a biblioteca estava fazendo para os universitários. Com a democratização e o aumento do número de alunos com baixa renda, essa situação não podia continuar."

Outra assembleia está marcada para esta quinta-feira, 18 de agosto, às 9h, para que as instruções do comando nacional de greve sejam repassadas para os servidores locais.

Os textos são revisados por Thaísa Hosken