? espera das grandes batalhas

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? espera das grandes batalhas

Ailton Alves 17/03/2008

Chega um momento, no futebol e na vida, em que ? preciso participar de batalhas. N?o falo dos embates comuns, do dia a dia, os quais quem procura acha ao dobrar as esquinas. Nem das lides democr?ticas, duelo mais na ret?rica que tudo. E muito menos dos confrontos amorosos e filos?ficos como um jogo de xadrez, onde, cavalheiristicamente, avisa-se ao rei que ele est? em xeque, que o soberano est? nu. Falo de coisa grande, de batalhas ?picas que, talvez, nenhum de n?s, contempor?neos do fato, sejamos capazes de dimensionar.

Quer o destino que as nossas batalhas - as maiores da nossa exist?ncia, as decisivas para conquistar esse imp?rio chamado Minas, as necess?rias para se colocar no peito a faixa de campe?o das Gerais - sejam disputadas longe do nosso solo, da outrora fazenda de um juiz de fora. Est? bom. Os grandes ex?rcitos enfrentaram, realmente, dist?ncia, p?ntanos, montanhas, tempestades e neblinas para vencer. Ademais, n?o corremos o risco de sermos humilhados em nosso territ?rio, que um aventureiro qualquer ouse triunfar no m?tico est?dio Radialista M?rio Hel?nio, deixando-nos, al?m da ?gua da sempre presente chuva, as l?grimas.

As batalhas as quais me refiro, por?m, s?o coisas arrumadas, avisadas, civilizadas, marcadas com anteced?ncia pela Federa??o que supervisiona os ex?rcitos. Sab?amos todos, desde o in?cio do campeonato, que chegaria a hora desses combates, contra 200 anos de hist?ria. O primeiro, domingo, com o Atl?tico, clube centen?rio (a partir do dia 25), no Mineir?o, na capital de todos os mineiros, ali perto da Lagoa da Pampulha e do Zool?gico. O segundo embate, na quarta-feira, dia 26, contra o Villa Nova, tamb?m agremia??o secular (a partir de junho), no al?ap?o, bem perto da Mina de Morro Velho, propriedade dos ingleses, que fundaram o Le?o do Bonfim.

? recomend?vel que se chegue ?s batalhas em vantagem. O Galo tem esse trunfo. Contabiliza 18 territ?rios conquistados, ? frente do Cruzeiro, Rio Branco, Atl?tico e outros oito ex?rcitos.

? de bom tom apresentar-se para as batalhas confiante. O Galo est?. A vit?ria de domingo contra o Democrata de Sete Lagoas, com um gol aos 44 minutos do segundo tempo, trouxe-nos esse dom e transformou a contagem regressiva em algo mais do que uma brincadeira de rodap?: agora faltam sete jogos e 48 dias para o Tupi ser campe?o mineiro.

Por fim, ? vital que se queira, realmente, vencer as batalhas. Talvez nem seja necess?rio fazer as ?rvores se moverem parra derrotar a soberba dos macbeths, aqueles que mancham os tronos de sangue - "comer grama" pelas vit?rias ? o bastante. Possivelmente n?o seja preciso evocar S?o Valentim, como fizeram as tropas de Henrique V - j? est? bom entoar, antes das partidas, o hino do Tupi: (...) surge na luta a chama viva da esperan?a/ E o Galo forte carij? n?o tem rivais/ Grandes vit?rias sempre alcan?a/ E vive a gl?ria dos imortais.

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Esta cr?nica ? dedicada a Paulo Rog?rio dos Santos, devoto de S?o Jos?, um santo guerreiro - como ele mesmo, muitas e muitas vezes, disse.

Ailton Alves ? jornalista e cronista esportivo
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