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    O gigante juiz-forano da Seleção Brasileira no handebol

    Com medalha de ouro no peito pelos jogos Pan-Americanos 2015, o armador Thiagus Petrus, afirma que não imaginava se tornar jogador profissional

    Angeliza Lopes
    Repórter
    15/08/2015
    thiagus

    O juiz-forano Thiagus Petrus, 26 anos, voltou para casa com uma medalha de ouro no peito e muita honra por ser considerado um dos artilheiros do Brasil no handebol masculino na decisão acirrada contra a Argentina, nos Jogos Pan-Americanos, em Toronto. Logo ao entrar em quadra, Petrus chama à atenção. Com 1,98 m, ele é o jogador mais alto da Seleção Brasileira e ousa no penteado, com estiloso cabelo black power. Diferente de muitos atletas, se tornar jogador profissional no handebol veio do acaso. Ele até gostava de um campo, mas como a maioria dos brasileiros, era o de futebol. "Desde que me entendo por gente, pratico esportes. Sempre aproveitava o tempo livre para jogar futebol na rua", destaca o armador do Pick-Szeged, da Hungria.

    Petrus afirma que nunca pensou em ser profissional no esporte, e, muito menos, no handebol. Seu primeiro contato com a modalidade foi com 13 anos, quando a família mudou de bairro no município. Na Escola Estadual Sebastião Patrus de Sousa, bairro Santa Terezinha, ele começou a praticar seus primeiros arremessos, onde ficou até os 15 anos. Logo depois, passou a treinar no Clube Olímpico de Juiz de Fora e ficou até o final do ensino médio, em 2006. Neste período, ele jogou alguns campeonatos pelos times da Escola Estadual Clorindo Burnier e do Centro Educacional Cordeiro, do Rio de Janeiro.

    petrusSua decisão em 2007 de sair de casa e encarar o handebol profissional pelo Esporte Clube Pinheiro, em São Paulo, foi o pontapé para que ele pudesse ganhar o mundo, agora, também pela Seleção principal. "Foi um giro de 360° graus na minha vida. Sair de Juiz de Fora e ir para São Paulo foi a decisão mais importante que tive que tomar profissionalmente e que deu certo a médio prazo, sendo que no começo ainda precisava da ajuda financeira da minha família. Não conseguiria chegar onde cheguei sem o apoio deles", declara. Ao sair de São Paulo, em 2011, o armador saltou para o continente europeu, competindo pelo Naturhouse la Rioja, da Espanha até junho deste ano e, atualmente, se mudou para Hungria, para jogar pelo Pick-Szeged.

    "Em 2012, me mudei para Espanha e a adaptação foi bem difícil pelo idioma, clima, por estar longe do seu país, tudo de maneira geral. Porém, tive a sorte de contar com outro brasileiro no time que me ajudou muito nessa etapa. E agora estou morando há três semanas na Hungria, que é uma nova adaptação com tudo. Comecei uma nova vida, em uma nova cidade", afirma.

    Mas, além de jogar, ele ainda arranja tempo para fazer faculdade de Administração, já pensando em uma segunda carreira para os próximos 10 anos.

    Treinos

    No novo time e país, o juiz-forano conta que os treinos são bem duros na pré-temporada e ao longo do ano são mais tranquilos. A equipe joga pela Liga Húngara e Liga dos Campeões da Europa tornando a carga de competições e viagens muito alta, com média de dois jogos por semana.

    Com toda a rotina esportiva, o tempo para visitar a família no Brasil fica bem curta. "Teoricamente consigo ir para o Brasil no fim do ano, junho e começo de julho que são as férias, desde que não tenha competições pela Seleção. Quando temos estes jogos, o tempo de ir para a casa se reduz bastante".

    Seleção Brasileira

    Thiagus Petrus começou a jogar pela Seleção Brasileira em 2007, na categoria Juvenil e depois pela Júnior. Em 2010 começou a atuar pelo time principal do handebol masculino. Ele declara que viajar para outros países representando o Brasil é uma das sensações mais indescritíveis que já sentiu e uma das melhores coisas que conquistou com o handebol.

    petrusJá a emoção de ganhar a medalha de ouro nos jogos Pan-Americanos foi ainda melhor! A conquista fez os brasileiros retomarem o título de campeões do Pan, repetindo os feitos de Santo Domingo-2003 e Rio de Janeiro-2007, sequência que tinha sido quebrada pelos próprios argentinos, que ganharam em Guadalajara-2011. "Estar representando todo um país, e grande como o Brasil, deixa que você se sinta mais orgulho ainda. É claro, o Brasil é forte a nível Pan-Americano no handebol masculino, mas no em outros níveis estamos longe ainda das seleções europeias que ganham mundiais e jogos olímpicos", completa.

    Avaliação handebol JF

    Com carreira alavancada na cidade, Petrus avalia que ainda falta uma melhor estruturação geral no handebol do município, mas que Juiz de Fora tem potencial na modalidade. "Falta uma melhor gestão. A falta de competições na cidade é algo que diminui o contato de crianças e adolescentes com a modalidade", destaca.

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