Sacilotto perde chance incrível e Tupi empata sem gols com o Luverdense

Matheus Brum
Colaboração*
15/06/2016

Há um velho ditado que diz: "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura". Porém, ele não está funcionando para o Tupi. Jogando mais uma vez dentro de casa, o time tentou, errou um monte de passes, falhou defensivamente, chegou ao ataque, chutou várias vezes ao gol, mas não conseguiu a bendita vitória que tanto espera. Sacilotto, na pequena área, e Henrique, na grande área, tiveram as melhores chances, mas não concluíram bem. Está claro que o psicológico está afetando demais a equipe.

No primeiro jogo à frente da equipe em Juiz de Fora, Estevam Soares garantiu o retorno de Hiroshi, nome pedido constantemente pelos torcedores. Ao seu lado, Rafael Jataí e Marcos Serrato, e no banco, Gabriel Sacilotto, outro nome que fazia falta aos adeptos. Na frente, o Vinícius Kiss na direita, Thiago Silvy na esquerda e Giancarlo centralizado.

Diferentemente de Drubscky, que gostava da movimentação constante dos meias, sem nenhum guardar posição, Estevam montou o time de forma diferente, no 4-2-3-1. Jataí ficou fixo como primeiro volante, responsável pelo primeiro combate ao jogador adversário. Já Serrato era o homem da saída de bola, enquanto Hiroshi encostava nos homens de frente. Na hora de defender, se via um 4-1-4-1, com Jataí à frente da zaga, e os pontas voltando para auxiliar na marcação.

Essa mudança na forma de atacar causou problemas no primeiro tempo. Estava claro o desentrosamento, aliado à falta de ritmo de jogo de Hiroshi, que pouco produziu. Com isso, o que se via era o velho e tradicional "chutão". Os zagueiros abusavam das ligações diretas buscando um desvio de Giancarlo.

Por conta desses problemas, quem começou melhor a partida foi o Luverdense, que logo aos quatro minutos quase abriu o placar. Hugo recebeu bola cara a cara com Rafael Santos e escolheu o canto. O goleiro carijó conseguiu tocar nela, e antes de sair para escanteio, deu um beijo na trave. Mesmo com o susto, os donos da casa não melhoravam, e para piorar, a paciência da torcida estava curta. A cada passe errado, ou a cada jogada equivocada, os barulhos de vaia eram ouvidos.

Com a pressão vinda das arquibancadas, os jogadores ficavam cada vez mais nervosos. Dentro de campo, Rafael Santos era um dos que mais gritavam, pedindo atenção aos seus companheiros. Do banco de reservas, Estevam fazia o que podia. Gritava, gesticulava e orientava. Porém, o cenário não era nem um pouco animador. O time se mostrava sem reação no Mário Helênio.

A primeira chance alvinegra veio aos 27, quando Giancarlo escorou para Thiago Silvy bater pro gol e conseguir um escanteio. O lance deu uma animada na equipe, que voltou a levar perigo aos 38, dessa vez com Vinícius Kiss. O camisa 10 recebeu bola na ponta direita, carregou para a grande área e, ao invés de rolar para Henrique, que veio ao seu apoio, resolveu chutar, mas pegou mal na bola, mandando à cima do gol defendido por Gabriel Leite.

Três minutos depois, a resposta. Hugo recebeu em profundidade, na ponta esquerda, cruzou na área, mas nenhum jogador do Luverdense conseguiu escorar para o fundo do barbante.

Ao final do primeiro tempo, vaias para o time carijó. Do lado visitante, o esquema do técnico Júnior Rocha deu certo. Sabendo da fragilidade na saída de bola do Tupi, ele colocou seus jogadores marcaram sob pressão, não deixando os jogadores respirarem, a espera de uma falha fatal. No ataque, investia na velocidade de Hugo e Douglas Baggio, que atazanavam a Heitor e Hélder, zagueiros do "Fantasma do Mineirão".

Na volta do intervalo, modificação no Tupi. Hélder, com problemas no joelho, saiu para a entrada de Rodolfo Mol.

O segundo tempo começou quente. Nos cinco primeiros minutos, Hiroshi mostrou porque era tão pedido pela torcida. Dois chutes de fora, um obrigando uma pela defesa de Gabriel Leite, e outro que passou rente à trave, acordaram o time e o torcedor.

Aos 14, veio a segunda substituição carijó. Saiu o contestado Thiago Silvy e entrou Sacilotto, outro que veio recuperado de lesão. Mesmo sendo um jogador de meio de campo, com um excelente passe, mas sem muita velocidade, Estevam o deixou na posição de Silvy, jogando aberto pela esquerda. Por conta desse posicionamento, seu futebol não apareceu da forma como imaginávamos. Na saída de campo, SIlvy foi bastante hostilizado pela torcida presente no Mário Helênio.

Mesmo com a substituição, quem teve a melhor chance do jogo, até esse momento foi o Luverdense. Rafael Silva fez jogada pela direita e rolou na área. Sérgio Mota fez um corta luz e a bola sobrou para Hugo, que deixou a zaga do Tupi no chão, ficou cara a cara com Rafael Santos, mas na hora da finalização acabou mandando para fora.

O jogo continuava parelho, com as duas equipes criando bastantes chances de gol. Tentando dar um ânimo novo ao ataque, Estevam queimou a terceira substituição, tirando Giancarlo e colocando Rubens, no comando de ataque.

No minuto 31, veio a principal chance do jogo. Henrique cruzou da direita, o baixinho Marcos Serrato foi no "terceiro andar", cabeceou no ângulo esquerdo de Gabriel Leite, que conseguiu fazer uma defesa espetacular. Na sobra, na pequena área, com o goleiro batido, Sacilotto pegou embaixo da bola e mandou por cima. Quando a fase não está boa, tudo é mais difícil.

Sete minutos depois, foi a vez de Henrique desperdiçar grande oportunidade. Sacilotto rolou para ele na grande área, mas o camisa 2 pegou mal na bola, de frente para o goleiro, e mandou à direta da meta.

Os jogadores do Tupi sentiram as duas chances perdidas e deram uma acalmada no jogo. Já o Luverdense se mostrou feliz com o resultado e também não incomodou. Com o empate, o Tupi volta a deixar a lanterna para o Sampaio Correa, que tem os mesmos quatro pontos que o Galo, mas perde nos critérios de desempate.

A próxima partida do Tupi é contra o Criciúma, dia 18, às 16 horas, no Heriberto Hulse.

Ficha Técnica

Tupi: Rafael Santos; Henrique, Heitor, Hélder (Rodolfo Mol) e Bruno Costa; Rafael Jataí, Marcos Serrato e Hiroshi; Vinícius Kiss, Thiago Silvy (Gabriel Sacilotto) e Giancarlo (Rubens). Técnico: Estevam Soares

Luverdense: Gabriel Leite; Raul Prata, Airton, Everton e Paulinho; Jean Patrick, Kazu, Ricardo (Da Matta) e Sérgio Mota (Rafael Silva); Hugo e Douglas Baggio; Técnico: Júnior Rocha

Arbitragem: Bruno Arleu de Oliveira (RJ), auxiliado por Vanderson Antônio Zanotti (ES) e Eduardo de Souza Couto (RJ)


*Matheus Brum nascido e criado em Juiz de Fora, jornalista em formação pela Universidade Federal de Juiz de Fora, e desde criança, apaixonado pelo Flamengo e por esportes. Já foi estagiário na Rádio CBN Juiz de Fora. Atualmente é escritor do blog "Entre Ternos e Chuteiras"; colaborador da Web Rádio Nac, apresentando uma coluna de opinião diariamente; editor e apresentador do programa Mosaico, que vai ao ar semanalmente na TVE, canal 12, e é membro da Acesso Comunicação Júnior, Empresa Júnior da Faculdade de Comunicação da UFJF, trabalhando no Departamento de Projetos e no núcleo de Jornalismo.

Os autores dos artigos assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo dos textos de sua autoria. A opinião dos autores não necessariamente expressa a linha editorial e a visão do Portal ACESSA.com

Sacilotto perde chance incrível e Tupi empata sem gols com o Luverdense

Matheus Brum
Colaboração*
15/06/2016

Há um velho ditado que diz: "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura". Porém, ele não está funcionando para o Tupi. Jogando mais uma vez dentro de casa, o time tentou, errou um monte de passes, falhou defensivamente, chegou ao ataque, chutou várias vezes ao gol, mas não conseguiu a bendita vitória que tanto espera. Sacilotto, na pequena área, e Henrique, na grande área, tiveram as melhores chances, mas não concluíram bem. Está claro que o psicológico está afetando demais a equipe.

No primeiro jogo à frente da equipe em Juiz de Fora, Estevam Soares garantiu o retorno de Hiroshi, nome pedido constantemente pelos torcedores. Ao seu lado, Rafael Jataí e Marcos Serrato, e no banco, Gabriel Sacilotto, outro nome que fazia falta aos adeptos. Na frente, o Vinícius Kiss na direita, Thiago Silvy na esquerda e Giancarlo centralizado.

Diferentemente de Drubscky, que gostava da movimentação constante dos meias, sem nenhum guardar posição, Estevam montou o time de forma diferente, no 4-2-3-1. Jataí ficou fixo como primeiro volante, responsável pelo primeiro combate ao jogador adversário. Já Serrato era o homem da saída de bola, enquanto Hiroshi encostava nos homens de frente. Na hora de defender, se via um 4-1-4-1, com Jataí à frente da zaga, e os pontas voltando para auxiliar na marcação.

Essa mudança na forma de atacar causou problemas no primeiro tempo. Estava claro o desentrosamento, aliado à falta de ritmo de jogo de Hiroshi, que pouco produziu. Com isso, o que se via era o velho e tradicional "chutão". Os zagueiros abusavam das ligações diretas buscando um desvio de Giancarlo.

Por conta desses problemas, quem começou melhor a partida foi o Luverdense, que logo aos quatro minutos quase abriu o placar. Hugo recebeu bola cara a cara com Rafael Santos e escolheu o canto. O goleiro carijó conseguiu tocar nela, e antes de sair para escanteio, deu um beijo na trave. Mesmo com o susto, os donos da casa não melhoravam, e para piorar, a paciência da torcida estava curta. A cada passe errado, ou a cada jogada equivocada, os barulhos de vaia eram ouvidos.

Com a pressão vinda das arquibancadas, os jogadores ficavam cada vez mais nervosos. Dentro de campo, Rafael Santos era um dos que mais gritavam, pedindo atenção aos seus companheiros. Do banco de reservas, Estevam fazia o que podia. Gritava, gesticulava e orientava. Porém, o cenário não era nem um pouco animador. O time se mostrava sem reação no Mário Helênio.

A primeira chance alvinegra veio aos 27, quando Giancarlo escorou para Thiago Silvy bater pro gol e conseguir um escanteio. O lance deu uma animada na equipe, que voltou a levar perigo aos 38, dessa vez com Vinícius Kiss. O camisa 10 recebeu bola na ponta direita, carregou para a grande área e, ao invés de rolar para Henrique, que veio ao seu apoio, resolveu chutar, mas pegou mal na bola, mandando à cima do gol defendido por Gabriel Leite.

Três minutos depois, a resposta. Hugo recebeu em profundidade, na ponta esquerda, cruzou na área, mas nenhum jogador do Luverdense conseguiu escorar para o fundo do barbante.

Ao final do primeiro tempo, vaias para o time carijó. Do lado visitante, o esquema do técnico Júnior Rocha deu certo. Sabendo da fragilidade na saída de bola do Tupi, ele colocou seus jogadores marcaram sob pressão, não deixando os jogadores respirarem, a espera de uma falha fatal. No ataque, investia na velocidade de Hugo e Douglas Baggio, que atazanavam a Heitor e Hélder, zagueiros do "Fantasma do Mineirão".

Na volta do intervalo, modificação no Tupi. Hélder, com problemas no joelho, saiu para a entrada de Rodolfo Mol.

O segundo tempo começou quente. Nos cinco primeiros minutos, Hiroshi mostrou porque era tão pedido pela torcida. Dois chutes de fora, um obrigando uma pela defesa de Gabriel Leite, e outro que passou rente à trave, acordaram o time e o torcedor.

Aos 14, veio a segunda substituição carijó. Saiu o contestado Thiago Silvy e entrou Sacilotto, outro que veio recuperado de lesão. Mesmo sendo um jogador de meio de campo, com um excelente passe, mas sem muita velocidade, Estevam o deixou na posição de Silvy, jogando aberto pela esquerda. Por conta desse posicionamento, seu futebol não apareceu da forma como imaginávamos. Na saída de campo, SIlvy foi bastante hostilizado pela torcida presente no Mário Helênio.

Mesmo com a substituição, quem teve a melhor chance do jogo, até esse momento foi o Luverdense. Rafael Silva fez jogada pela direita e rolou na área. Sérgio Mota fez um corta luz e a bola sobrou para Hugo, que deixou a zaga do Tupi no chão, ficou cara a cara com Rafael Santos, mas na hora da finalização acabou mandando para fora.

O jogo continuava parelho, com as duas equipes criando bastantes chances de gol. Tentando dar um ânimo novo ao ataque, Estevam queimou a terceira substituição, tirando Giancarlo e colocando Rubens, no comando de ataque.

No minuto 31, veio a principal chance do jogo. Henrique cruzou da direita, o baixinho Marcos Serrato foi no "terceiro andar", cabeceou no ângulo esquerdo de Gabriel Leite, que conseguiu fazer uma defesa espetacular. Na sobra, na pequena área, com o goleiro batido, Sacilotto pegou embaixo da bola e mandou por cima. Quando a fase não está boa, tudo é mais difícil.

Sete minutos depois, foi a vez de Henrique desperdiçar grande oportunidade. Sacilotto rolou para ele na grande área, mas o camisa 2 pegou mal na bola, de frente para o goleiro, e mandou à direta da meta.

Os jogadores do Tupi sentiram as duas chances perdidas e deram uma acalmada no jogo. Já o Luverdense se mostrou feliz com o resultado e também não incomodou. Com o empate, o Tupi volta a deixar a lanterna para o Sampaio Correa, que tem os mesmos quatro pontos que o Galo, mas perde nos critérios de desempate.

A próxima partida do Tupi é contra o Criciúma, dia 18, às 16 horas, no Heriberto Hulse.

Ficha Técnica

Tupi: Rafael Santos; Henrique, Heitor, Hélder (Rodolfo Mol) e Bruno Costa; Rafael Jataí, Marcos Serrato e Hiroshi; Vinícius Kiss, Thiago Silvy (Gabriel Sacilotto) e Giancarlo (Rubens). Técnico: Estevam Soares

Luverdense: Gabriel Leite; Raul Prata, Airton, Everton e Paulinho; Jean Patrick, Kazu, Ricardo (Da Matta) e Sérgio Mota (Rafael Silva); Hugo e Douglas Baggio; Técnico: Júnior Rocha

Arbitragem: Bruno Arleu de Oliveira (RJ), auxiliado por Vanderson Antônio Zanotti (ES) e Eduardo de Souza Couto (RJ)


*Matheus Brum nascido e criado em Juiz de Fora, jornalista em formação pela Universidade Federal de Juiz de Fora, e desde criança, apaixonado pelo Flamengo e por esportes. Já foi estagiário na Rádio CBN Juiz de Fora. Atualmente é escritor do blog "Entre Ternos e Chuteiras"; colaborador da Web Rádio Nac, apresentando uma coluna de opinião diariamente; editor e apresentador do programa Mosaico, que vai ao ar semanalmente na TVE, canal 12, e é membro da Acesso Comunicação Júnior, Empresa Júnior da Faculdade de Comunicação da UFJF, trabalhando no Departamento de Projetos e no núcleo de Jornalismo.

Os autores dos artigos assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo dos textos de sua autoria. A opinião dos autores não necessariamente expressa a linha editorial e a visão do Portal ACESSA.com

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Sacilotto perde chance incrível e Tupi empata sem gols com o Luverdense

Matheus Brum
Colaboração*
15/06/2016

Há um velho ditado que diz: "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura". Porém, ele não está funcionando para o Tupi. Jogando mais uma vez dentro de casa, o time tentou, errou um monte de passes, falhou defensivamente, chegou ao ataque, chutou várias vezes ao gol, mas não conseguiu a bendita vitória que tanto espera. Sacilotto, na pequena área, e Henrique, na grande área, tiveram as melhores chances, mas não concluíram bem. Está claro que o psicológico está afetando demais a equipe.

No primeiro jogo à frente da equipe em Juiz de Fora, Estevam Soares garantiu o retorno de Hiroshi, nome pedido constantemente pelos torcedores. Ao seu lado, Rafael Jataí e Marcos Serrato, e no banco, Gabriel Sacilotto, outro nome que fazia falta aos adeptos. Na frente, o Vinícius Kiss na direita, Thiago Silvy na esquerda e Giancarlo centralizado.

Diferentemente de Drubscky, que gostava da movimentação constante dos meias, sem nenhum guardar posição, Estevam montou o time de forma diferente, no 4-2-3-1. Jataí ficou fixo como primeiro volante, responsável pelo primeiro combate ao jogador adversário. Já Serrato era o homem da saída de bola, enquanto Hiroshi encostava nos homens de frente. Na hora de defender, se via um 4-1-4-1, com Jataí à frente da zaga, e os pontas voltando para auxiliar na marcação.

Essa mudança na forma de atacar causou problemas no primeiro tempo. Estava claro o desentrosamento, aliado à falta de ritmo de jogo de Hiroshi, que pouco produziu. Com isso, o que se via era o velho e tradicional "chutão". Os zagueiros abusavam das ligações diretas buscando um desvio de Giancarlo.

Por conta desses problemas, quem começou melhor a partida foi o Luverdense, que logo aos quatro minutos quase abriu o placar. Hugo recebeu bola cara a cara com Rafael Santos e escolheu o canto. O goleiro carijó conseguiu tocar nela, e antes de sair para escanteio, deu um beijo na trave. Mesmo com o susto, os donos da casa não melhoravam, e para piorar, a paciência da torcida estava curta. A cada passe errado, ou a cada jogada equivocada, os barulhos de vaia eram ouvidos.

Com a pressão vinda das arquibancadas, os jogadores ficavam cada vez mais nervosos. Dentro de campo, Rafael Santos era um dos que mais gritavam, pedindo atenção aos seus companheiros. Do banco de reservas, Estevam fazia o que podia. Gritava, gesticulava e orientava. Porém, o cenário não era nem um pouco animador. O time se mostrava sem reação no Mário Helênio.

A primeira chance alvinegra veio aos 27, quando Giancarlo escorou para Thiago Silvy bater pro gol e conseguir um escanteio. O lance deu uma animada na equipe, que voltou a levar perigo aos 38, dessa vez com Vinícius Kiss. O camisa 10 recebeu bola na ponta direita, carregou para a grande área e, ao invés de rolar para Henrique, que veio ao seu apoio, resolveu chutar, mas pegou mal na bola, mandando à cima do gol defendido por Gabriel Leite.

Três minutos depois, a resposta. Hugo recebeu em profundidade, na ponta esquerda, cruzou na área, mas nenhum jogador do Luverdense conseguiu escorar para o fundo do barbante.

Ao final do primeiro tempo, vaias para o time carijó. Do lado visitante, o esquema do técnico Júnior Rocha deu certo. Sabendo da fragilidade na saída de bola do Tupi, ele colocou seus jogadores marcaram sob pressão, não deixando os jogadores respirarem, a espera de uma falha fatal. No ataque, investia na velocidade de Hugo e Douglas Baggio, que atazanavam a Heitor e Hélder, zagueiros do "Fantasma do Mineirão".

Na volta do intervalo, modificação no Tupi. Hélder, com problemas no joelho, saiu para a entrada de Rodolfo Mol.

O segundo tempo começou quente. Nos cinco primeiros minutos, Hiroshi mostrou porque era tão pedido pela torcida. Dois chutes de fora, um obrigando uma pela defesa de Gabriel Leite, e outro que passou rente à trave, acordaram o time e o torcedor.

Aos 14, veio a segunda substituição carijó. Saiu o contestado Thiago Silvy e entrou Sacilotto, outro que veio recuperado de lesão. Mesmo sendo um jogador de meio de campo, com um excelente passe, mas sem muita velocidade, Estevam o deixou na posição de Silvy, jogando aberto pela esquerda. Por conta desse posicionamento, seu futebol não apareceu da forma como imaginávamos. Na saída de campo, SIlvy foi bastante hostilizado pela torcida presente no Mário Helênio.

Mesmo com a substituição, quem teve a melhor chance do jogo, até esse momento foi o Luverdense. Rafael Silva fez jogada pela direita e rolou na área. Sérgio Mota fez um corta luz e a bola sobrou para Hugo, que deixou a zaga do Tupi no chão, ficou cara a cara com Rafael Santos, mas na hora da finalização acabou mandando para fora.

O jogo continuava parelho, com as duas equipes criando bastantes chances de gol. Tentando dar um ânimo novo ao ataque, Estevam queimou a terceira substituição, tirando Giancarlo e colocando Rubens, no comando de ataque.

No minuto 31, veio a principal chance do jogo. Henrique cruzou da direita, o baixinho Marcos Serrato foi no "terceiro andar", cabeceou no ângulo esquerdo de Gabriel Leite, que conseguiu fazer uma defesa espetacular. Na sobra, na pequena área, com o goleiro batido, Sacilotto pegou embaixo da bola e mandou por cima. Quando a fase não está boa, tudo é mais difícil.

Sete minutos depois, foi a vez de Henrique desperdiçar grande oportunidade. Sacilotto rolou para ele na grande área, mas o camisa 2 pegou mal na bola, de frente para o goleiro, e mandou à direta da meta.

Os jogadores do Tupi sentiram as duas chances perdidas e deram uma acalmada no jogo. Já o Luverdense se mostrou feliz com o resultado e também não incomodou. Com o empate, o Tupi volta a deixar a lanterna para o Sampaio Correa, que tem os mesmos quatro pontos que o Galo, mas perde nos critérios de desempate.

A próxima partida do Tupi é contra o Criciúma, dia 18, às 16 horas, no Heriberto Hulse.

Ficha Técnica

Tupi: Rafael Santos; Henrique, Heitor, Hélder (Rodolfo Mol) e Bruno Costa; Rafael Jataí, Marcos Serrato e Hiroshi; Vinícius Kiss, Thiago Silvy (Gabriel Sacilotto) e Giancarlo (Rubens). Técnico: Estevam Soares

Luverdense: Gabriel Leite; Raul Prata, Airton, Everton e Paulinho; Jean Patrick, Kazu, Ricardo (Da Matta) e Sérgio Mota (Rafael Silva); Hugo e Douglas Baggio; Técnico: Júnior Rocha

Arbitragem: Bruno Arleu de Oliveira (RJ), auxiliado por Vanderson Antônio Zanotti (ES) e Eduardo de Souza Couto (RJ)


*Matheus Brum nascido e criado em Juiz de Fora, jornalista em formação pela Universidade Federal de Juiz de Fora, e desde criança, apaixonado pelo Flamengo e por esportes. Já foi estagiário na Rádio CBN Juiz de Fora. Atualmente é escritor do blog "Entre Ternos e Chuteiras"; colaborador da Web Rádio Nac, apresentando uma coluna de opinião diariamente; editor e apresentador do programa Mosaico, que vai ao ar semanalmente na TVE, canal 12, e é membro da Acesso Comunicação Júnior, Empresa Júnior da Faculdade de Comunicação da UFJF, trabalhando no Departamento de Projetos e no núcleo de Jornalismo.

Os autores dos artigos assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo dos textos de sua autoria. A opinião dos autores não necessariamente expressa a linha editorial e a visão do Portal ACESSA.com