Matheus Brum Matheus Brum 30/06/2016

As diferenças da "Era Drubscky" e "Era Estevam Soares"

Nessa semana, tivemos o fim da décima terceira rodada do Campeonato Brasileiro da Série B. Um terço da competição já foi disputado. Como era esperado, há uma competitividade grande entre as equipes. A diferença de pontuação não é muito grande nem entre os líderes, nem entre os que lutam para não cair.

Apesar desse equilíbrio, o Tupi, único representante de Minas Gerais na Série B, vem "mal das pernas". Em 13 partidas, apenas 9 pontos, com duas vitórias, três empates e oito derrotas, amargando assim, a penúltima colocação.

Pontuação
Treinadores Jogos
Pontos Vitórias Empates Derrotas Aproveitamento
Ricardo Drubsky
7
3 1 0 6 12,5%
Estevam Soares
6
6
1 3
33,3%

Em um mês e meio de disputa, dois treinadores passaram por Santa Terezinha: Ricardo Drubscky e Estevam Soares. A diferença entre os dois vai muito além da simples melhora no aproveitamento.

A primeira diferença é a postura na área técnica. Drubscky sempre foi mais quieto, preocupado em "ler" o jogo e entender as questões táticas, para melhorar o time durante os 90 minutos. Já Estevam é ao contrário. Ele joga com o time. O tempo todo está gritando, orientando, discutindo com árbitros e bandeirinhas. Também tem o seu momento quieto, de observação e de conversa com a comissão técnica. Porém, é perceptível que seu estilo vibrante agrada mais os jogadores. Drubscky, na sua reta final, ficava visivelmente abatido com os resultados negativos e pressão da torcida.

Dentro de campo, porém, está a grande diferença entre os treinadores. Durante toda a sua passagem pelo Galo, Drubscky trabalhou no 4-3-3, apostando em jogadores que visivelmente não conseguiam render. Seu esquema base era: Glaysson; Formiga (Henrique), Heitor, Rodolfo Mol (Helder) e Bruno Costa; Recife (Filipe Alves), Rafael Jataí e Marcos Serrato (Gabriel Sacilotto); Jonathan (Henrique), Thiago Silvy e Giancarlo.

Como todo treinador, Drubscky tinha seus homens de confiança. Mesmo sem passar a confiança de outrora, Glaysson era absoluto no gol. Na esquerda, ele preferia improvisar Bruno Costa do que dar chance a Thiaguinho ou Douglas. No meio, não abria mão dos três volantes, muitas vezes apostando em formações sem qualidade técnica na saída de bola, comprometendo assim, a organização das jogadas. Por fim, no ataque, mantinha o esquema de dois homens abertos e um fixo, mas sem nenhuma movimentação. Com isso, tanto Silvy pela esquerda, quanto Jonathan ou Henrique pela direita, ficavam presos, sendo alvos fáceis da marcação adversária. Já na referência, Giancarlo se especializou em perder gols feitos, que poderiam ter mudado a história do Galo na competição

Mas, precisamos ser justos. Mesmo com as escalações contestáveis, Drubscky teve azar de ter jogadores importantes lesionados. Sidimar e Hiroshi, lesionados antes do início da Segunda Divisão, e Sacilotto e Formiga, fizeram falta ao ex-treinador.

O time na "Era Drubscky" também tinha problemas físicos, situação que foi confirmada por Estevam nas suas primeiras partidas no comando carijó. Essa talvez seja uma das explicações para o grande número de gols sofridos nos últimos minutos (Tupi é o segundo nesse quesito, com oito tentos sofridos nos 15 minutos finais. Está a frente apenas do CRB, com nove). Era nítido que os jogadores não conseguiam render a partir da segunda metade do segundo tempo.

Com a chegada de Estevam, o time mudou. Não só fisicamente, mas taticamente. O 4-3-3 sem movimentação foi abolido, dando lugar a um 4-3-2-1, com toque de bola, movimentação e marcação sob pressão.

A grande sacada do treinador foi mexer no sistema defensivo. As entradas de Rafael Santos no gol e de Bruno Costa na zaga, saindo da lateral esquerda, foram primordiais para a melhoria do Tupi. O torcedor voltou a ter um goleiro que passa confiança, e ganhou um excelente zagueiro, que tem ganhado todas, tanto no alto, quanto no chão. Bruno Costa hoje é um dos principais jogadores do time por jogar na sua posição de origem. Na lateral era apenas mais um jogador.

No meio, resolveu aumentar o número de jogadores, para ter mais controle da partida. Com isso, fez Jataí ser o primeiro volante, servindo de terceiro zagueiro no momento defensivo, não deixando a zaga tão exposta. Na organização das jogadas, deu liberdade para Serrato se movimentar e ser o responsável pela ligação entre a defesa e o ataque, explorando sua melhor característica. Já na frente, voltou a apostar na velocidade de Kiss, que voltou a jogar bem, e resolveu trocar de centroavante, colocando Rubens, que tem tido melhores atuações que Giancarlo.

Sob seu comando, o time parou de apostar na ligação direta para o centroavante, na expectativa de que ele raspasse a bola com a cabeça para a infiltração dos pontas. Os jogadores tocam curto, tentando envolver o adversário.

O único sentimento que aproximam Drubscky e Estevam é o azar. Além do problema de sofrer gols nos finais das partidas, os problemas físicos de Hiroshi tem sido um transtorno. De longe, é o principal articulador de jogadas do time, e o grande diferencial técnico. Sua falta deixa uma lacuna enorme, que nenhum dos dois conseguiu ainda preencher.

Ainda restam dois terços de campeonato, e muita água vai rolar debaixo dessa ponte. A crescente do time é evidente. Contudo, a falta de confiança é nítida nos jogadores, que tem sentido o momento negativo em termos de resultado. Talvez o grande trabalho da atual comissão técnica não seja física ou tática, e sim mental. É necessário mostrar aos jogadores que eles têm jogado bem, mas que por detalhes a bola não tem entrado e os resultados não tem vindo. A confiança precisa voltar a circular em Santa Terezinha. O Tupi não deve a nenhum time dessa Série B.

Estatísticas
Média por jogo
"Era Drubscky"
"Era Estevam Soares"
Passes Errados
41
48
Finalizações 10 11
Cruzamentos 19 15
Desarmes 15 17
Faltas Cometidas 17 19
Cartões 2,2 3
Impedimentos 1,4 1
Lançamentos 22 15


Matheus Brum nascido e criado em Juiz de Fora, jornalista em formação pela Universidade Federal de Juiz de Fora, e desde criança, apaixonado pelo Flamengo e por esportes. Já foi estagiário na Rádio CBN Juiz de Fora. Atualmente é escritor do blog "Entre Ternos e Chuteiras"; colaborador da Web Rádio Nac, apresentando uma coluna de opinião diariamente; editor e apresentador do programa Mosaico, que vai ao ar semanalmente na TVE, canal 12, e é membro da Acesso Comunicação Júnior, Empresa Júnior da Faculdade de Comunicação da UFJF, trabalhando no Departamento de Projetos e no núcleo de Jornalismo.

Os autores dos artigos assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo dos textos de sua autoria. A opinião dos autores não necessariamente expressa a linha editorial e a visão do Portal ACESSA.com

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Matheus Brum Matheus Brum 30/06/2016

As diferenças da "Era Drubscky" e "Era Estevam Soares"

Nessa semana, tivemos o fim da décima terceira rodada do Campeonato Brasileiro da Série B. Um terço da competição já foi disputado. Como era esperado, há uma competitividade grande entre as equipes. A diferença de pontuação não é muito grande nem entre os líderes, nem entre os que lutam para não cair.

Apesar desse equilíbrio, o Tupi, único representante de Minas Gerais na Série B, vem "mal das pernas". Em 13 partidas, apenas 9 pontos, com duas vitórias, três empates e oito derrotas, amargando assim, a penúltima colocação.

Pontuação
Treinadores Jogos
Pontos Vitórias Empates Derrotas Aproveitamento
Ricardo Drubsky
7
3 1 0 6 12,5%
Estevam Soares
6
6
1 3
33,3%

Em um mês e meio de disputa, dois treinadores passaram por Santa Terezinha: Ricardo Drubscky e Estevam Soares. A diferença entre os dois vai muito além da simples melhora no aproveitamento.

A primeira diferença é a postura na área técnica. Drubscky sempre foi mais quieto, preocupado em "ler" o jogo e entender as questões táticas, para melhorar o time durante os 90 minutos. Já Estevam é ao contrário. Ele joga com o time. O tempo todo está gritando, orientando, discutindo com árbitros e bandeirinhas. Também tem o seu momento quieto, de observação e de conversa com a comissão técnica. Porém, é perceptível que seu estilo vibrante agrada mais os jogadores. Drubscky, na sua reta final, ficava visivelmente abatido com os resultados negativos e pressão da torcida.

Dentro de campo, porém, está a grande diferença entre os treinadores. Durante toda a sua passagem pelo Galo, Drubscky trabalhou no 4-3-3, apostando em jogadores que visivelmente não conseguiam render. Seu esquema base era: Glaysson; Formiga (Henrique), Heitor, Rodolfo Mol (Helder) e Bruno Costa; Recife (Filipe Alves), Rafael Jataí e Marcos Serrato (Gabriel Sacilotto); Jonathan (Henrique), Thiago Silvy e Giancarlo.

Como todo treinador, Drubscky tinha seus homens de confiança. Mesmo sem passar a confiança de outrora, Glaysson era absoluto no gol. Na esquerda, ele preferia improvisar Bruno Costa do que dar chance a Thiaguinho ou Douglas. No meio, não abria mão dos três volantes, muitas vezes apostando em formações sem qualidade técnica na saída de bola, comprometendo assim, a organização das jogadas. Por fim, no ataque, mantinha o esquema de dois homens abertos e um fixo, mas sem nenhuma movimentação. Com isso, tanto Silvy pela esquerda, quanto Jonathan ou Henrique pela direita, ficavam presos, sendo alvos fáceis da marcação adversária. Já na referência, Giancarlo se especializou em perder gols feitos, que poderiam ter mudado a história do Galo na competição

Mas, precisamos ser justos. Mesmo com as escalações contestáveis, Drubscky teve azar de ter jogadores importantes lesionados. Sidimar e Hiroshi, lesionados antes do início da Segunda Divisão, e Sacilotto e Formiga, fizeram falta ao ex-treinador.

O time na "Era Drubscky" também tinha problemas físicos, situação que foi confirmada por Estevam nas suas primeiras partidas no comando carijó. Essa talvez seja uma das explicações para o grande número de gols sofridos nos últimos minutos (Tupi é o segundo nesse quesito, com oito tentos sofridos nos 15 minutos finais. Está a frente apenas do CRB, com nove). Era nítido que os jogadores não conseguiam render a partir da segunda metade do segundo tempo.

Com a chegada de Estevam, o time mudou. Não só fisicamente, mas taticamente. O 4-3-3 sem movimentação foi abolido, dando lugar a um 4-3-2-1, com toque de bola, movimentação e marcação sob pressão.

A grande sacada do treinador foi mexer no sistema defensivo. As entradas de Rafael Santos no gol e de Bruno Costa na zaga, saindo da lateral esquerda, foram primordiais para a melhoria do Tupi. O torcedor voltou a ter um goleiro que passa confiança, e ganhou um excelente zagueiro, que tem ganhado todas, tanto no alto, quanto no chão. Bruno Costa hoje é um dos principais jogadores do time por jogar na sua posição de origem. Na lateral era apenas mais um jogador.

No meio, resolveu aumentar o número de jogadores, para ter mais controle da partida. Com isso, fez Jataí ser o primeiro volante, servindo de terceiro zagueiro no momento defensivo, não deixando a zaga tão exposta. Na organização das jogadas, deu liberdade para Serrato se movimentar e ser o responsável pela ligação entre a defesa e o ataque, explorando sua melhor característica. Já na frente, voltou a apostar na velocidade de Kiss, que voltou a jogar bem, e resolveu trocar de centroavante, colocando Rubens, que tem tido melhores atuações que Giancarlo.

Sob seu comando, o time parou de apostar na ligação direta para o centroavante, na expectativa de que ele raspasse a bola com a cabeça para a infiltração dos pontas. Os jogadores tocam curto, tentando envolver o adversário.

O único sentimento que aproximam Drubscky e Estevam é o azar. Além do problema de sofrer gols nos finais das partidas, os problemas físicos de Hiroshi tem sido um transtorno. De longe, é o principal articulador de jogadas do time, e o grande diferencial técnico. Sua falta deixa uma lacuna enorme, que nenhum dos dois conseguiu ainda preencher.

Ainda restam dois terços de campeonato, e muita água vai rolar debaixo dessa ponte. A crescente do time é evidente. Contudo, a falta de confiança é nítida nos jogadores, que tem sentido o momento negativo em termos de resultado. Talvez o grande trabalho da atual comissão técnica não seja física ou tática, e sim mental. É necessário mostrar aos jogadores que eles têm jogado bem, mas que por detalhes a bola não tem entrado e os resultados não tem vindo. A confiança precisa voltar a circular em Santa Terezinha. O Tupi não deve a nenhum time dessa Série B.

Estatísticas
Média por jogo
"Era Drubscky"
"Era Estevam Soares"
Passes Errados
41
48
Finalizações 10 11
Cruzamentos 19 15
Desarmes 15 17
Faltas Cometidas 17 19
Cartões 2,2 3
Impedimentos 1,4 1
Lançamentos 22 15


Matheus Brum nascido e criado em Juiz de Fora, jornalista em formação pela Universidade Federal de Juiz de Fora, e desde criança, apaixonado pelo Flamengo e por esportes. Já foi estagiário na Rádio CBN Juiz de Fora. Atualmente é escritor do blog "Entre Ternos e Chuteiras"; colaborador da Web Rádio Nac, apresentando uma coluna de opinião diariamente; editor e apresentador do programa Mosaico, que vai ao ar semanalmente na TVE, canal 12, e é membro da Acesso Comunicação Júnior, Empresa Júnior da Faculdade de Comunicação da UFJF, trabalhando no Departamento de Projetos e no núcleo de Jornalismo.

Os autores dos artigos assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo dos textos de sua autoria. A opinião dos autores não necessariamente expressa a linha editorial e a visão do Portal ACESSA.com

Matheus Brum Matheus Brum 30/06/2016

As diferenças da "Era Drubscky" e "Era Estevam Soares"

Nessa semana, tivemos o fim da décima terceira rodada do Campeonato Brasileiro da Série B. Um terço da competição já foi disputado. Como era esperado, há uma competitividade grande entre as equipes. A diferença de pontuação não é muito grande nem entre os líderes, nem entre os que lutam para não cair.

Apesar desse equilíbrio, o Tupi, único representante de Minas Gerais na Série B, vem "mal das pernas". Em 13 partidas, apenas 9 pontos, com duas vitórias, três empates e oito derrotas, amargando assim, a penúltima colocação.

Pontuação
Treinadores Jogos
Pontos Vitórias Empates Derrotas Aproveitamento
Ricardo Drubsky
7
3 1 0 6 12,5%
Estevam Soares
6
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33,3%

Em um mês e meio de disputa, dois treinadores passaram por Santa Terezinha: Ricardo Drubscky e Estevam Soares. A diferença entre os dois vai muito além da simples melhora no aproveitamento.

A primeira diferença é a postura na área técnica. Drubscky sempre foi mais quieto, preocupado em "ler" o jogo e entender as questões táticas, para melhorar o time durante os 90 minutos. Já Estevam é ao contrário. Ele joga com o time. O tempo todo está gritando, orientando, discutindo com árbitros e bandeirinhas. Também tem o seu momento quieto, de observação e de conversa com a comissão técnica. Porém, é perceptível que seu estilo vibrante agrada mais os jogadores. Drubscky, na sua reta final, ficava visivelmente abatido com os resultados negativos e pressão da torcida.

Dentro de campo, porém, está a grande diferença entre os treinadores. Durante toda a sua passagem pelo Galo, Drubscky trabalhou no 4-3-3, apostando em jogadores que visivelmente não conseguiam render. Seu esquema base era: Glaysson; Formiga (Henrique), Heitor, Rodolfo Mol (Helder) e Bruno Costa; Recife (Filipe Alves), Rafael Jataí e Marcos Serrato (Gabriel Sacilotto); Jonathan (Henrique), Thiago Silvy e Giancarlo.

Como todo treinador, Drubscky tinha seus homens de confiança. Mesmo sem passar a confiança de outrora, Glaysson era absoluto no gol. Na esquerda, ele preferia improvisar Bruno Costa do que dar chance a Thiaguinho ou Douglas. No meio, não abria mão dos três volantes, muitas vezes apostando em formações sem qualidade técnica na saída de bola, comprometendo assim, a organização das jogadas. Por fim, no ataque, mantinha o esquema de dois homens abertos e um fixo, mas sem nenhuma movimentação. Com isso, tanto Silvy pela esquerda, quanto Jonathan ou Henrique pela direita, ficavam presos, sendo alvos fáceis da marcação adversária. Já na referência, Giancarlo se especializou em perder gols feitos, que poderiam ter mudado a história do Galo na competição

Mas, precisamos ser justos. Mesmo com as escalações contestáveis, Drubscky teve azar de ter jogadores importantes lesionados. Sidimar e Hiroshi, lesionados antes do início da Segunda Divisão, e Sacilotto e Formiga, fizeram falta ao ex-treinador.

O time na "Era Drubscky" também tinha problemas físicos, situação que foi confirmada por Estevam nas suas primeiras partidas no comando carijó. Essa talvez seja uma das explicações para o grande número de gols sofridos nos últimos minutos (Tupi é o segundo nesse quesito, com oito tentos sofridos nos 15 minutos finais. Está a frente apenas do CRB, com nove). Era nítido que os jogadores não conseguiam render a partir da segunda metade do segundo tempo.

Com a chegada de Estevam, o time mudou. Não só fisicamente, mas taticamente. O 4-3-3 sem movimentação foi abolido, dando lugar a um 4-3-2-1, com toque de bola, movimentação e marcação sob pressão.

A grande sacada do treinador foi mexer no sistema defensivo. As entradas de Rafael Santos no gol e de Bruno Costa na zaga, saindo da lateral esquerda, foram primordiais para a melhoria do Tupi. O torcedor voltou a ter um goleiro que passa confiança, e ganhou um excelente zagueiro, que tem ganhado todas, tanto no alto, quanto no chão. Bruno Costa hoje é um dos principais jogadores do time por jogar na sua posição de origem. Na lateral era apenas mais um jogador.

No meio, resolveu aumentar o número de jogadores, para ter mais controle da partida. Com isso, fez Jataí ser o primeiro volante, servindo de terceiro zagueiro no momento defensivo, não deixando a zaga tão exposta. Na organização das jogadas, deu liberdade para Serrato se movimentar e ser o responsável pela ligação entre a defesa e o ataque, explorando sua melhor característica. Já na frente, voltou a apostar na velocidade de Kiss, que voltou a jogar bem, e resolveu trocar de centroavante, colocando Rubens, que tem tido melhores atuações que Giancarlo.

Sob seu comando, o time parou de apostar na ligação direta para o centroavante, na expectativa de que ele raspasse a bola com a cabeça para a infiltração dos pontas. Os jogadores tocam curto, tentando envolver o adversário.

O único sentimento que aproximam Drubscky e Estevam é o azar. Além do problema de sofrer gols nos finais das partidas, os problemas físicos de Hiroshi tem sido um transtorno. De longe, é o principal articulador de jogadas do time, e o grande diferencial técnico. Sua falta deixa uma lacuna enorme, que nenhum dos dois conseguiu ainda preencher.

Ainda restam dois terços de campeonato, e muita água vai rolar debaixo dessa ponte. A crescente do time é evidente. Contudo, a falta de confiança é nítida nos jogadores, que tem sentido o momento negativo em termos de resultado. Talvez o grande trabalho da atual comissão técnica não seja física ou tática, e sim mental. É necessário mostrar aos jogadores que eles têm jogado bem, mas que por detalhes a bola não tem entrado e os resultados não tem vindo. A confiança precisa voltar a circular em Santa Terezinha. O Tupi não deve a nenhum time dessa Série B.

Estatísticas
Média por jogo
"Era Drubscky"
"Era Estevam Soares"
Passes Errados
41
48
Finalizações 10 11
Cruzamentos 19 15
Desarmes 15 17
Faltas Cometidas 17 19
Cartões 2,2 3
Impedimentos 1,4 1
Lançamentos 22 15


Matheus Brum nascido e criado em Juiz de Fora, jornalista em formação pela Universidade Federal de Juiz de Fora, e desde criança, apaixonado pelo Flamengo e por esportes. Já foi estagiário na Rádio CBN Juiz de Fora. Atualmente é escritor do blog "Entre Ternos e Chuteiras"; colaborador da Web Rádio Nac, apresentando uma coluna de opinião diariamente; editor e apresentador do programa Mosaico, que vai ao ar semanalmente na TVE, canal 12, e é membro da Acesso Comunicação Júnior, Empresa Júnior da Faculdade de Comunicação da UFJF, trabalhando no Departamento de Projetos e no núcleo de Jornalismo.

Os autores dos artigos assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo dos textos de sua autoria. A opinião dos autores não necessariamente expressa a linha editorial e a visão do Portal ACESSA.com