Acessários representam 80% do mercado para animais em JF

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Acessórios representam 80% do mercado para animais em JFDesse percentual, entre 30% e 40% são destinados apenas a brinquedos. Veterinário alerta para os exageros com a humanização do animal

Victor Machado
*Colaboração
28/9/2011

Os acessórios para animais de estimação já representam cerca de 80% do mercado voltado para os pets, em algumas lojas do ramo em Juiz de Fora. Segundo alguns lojistas, as vendas não param de crescer e a variedade de produtos é cada vez maior.

De acordo com a proprietária de uma pet shop, Waleska Húngaro, na grande maioria das vezes em que um cliente busca as lojas para animais, a procura é por acessórios. Dos 80%, entre 30% e 40% são destinados apenas a brinquedos. "A maior procura é sempre por camas e roupas. Mas, aproximadamente, 40% são de brinquedos para interação."

Waleska afirma que as opções de brinquedos são inúmeras e a cada dia algo novo é criado. "Aos poucos o mercado vai ficando saturado e as empresas precisam criar coisas novas para atrair o cliente. Já existem carrinhos para cachorro, similares aos de bebê, cadela inflável para satisfazer o cão, entre outras opções." 

A lojista explica que os brinquedos não servem apenas para a diversão dos cachorros. Segundo ela, atualmente existem alguns objetos funcionais, que servem para limpeza dos dentes e fortalecimento das gengivas. "Existem brinquedos de pelúcia que são muito procurados, borracha macia e dura, alguns educativos para os cachorros que são hiperativos e alguns que servem para fortalecimento do animal." Um dos acessórios destacados por Waleska são os óculos para cachorro. "Apesar de parecer algo fútil, eles servem para a proteção da vista e são muito usados para cães que operaram de catarata." 

A proprietária de outra loja para animais, Kátia Mokdeci Machado, afirma que a média de gastos dos clientes somente com brinquedos é de R$ 100 por mês. Já Waleska acredita em uma média R$ 400 de gasto médio com acessórios em geral.

Animal pode ficar agitado e exigente

O veterinário Rodrigo Guerra Melo explica que os formatos dos brinquedos não fazem diferença para o animal. Ele destaca, no entanto, que com relação às cores, existem estudos que mostram que o cachorro enxerga algumas e outros que dizem que não. "Como as cores são sempre fortes, talvez chamem mais a atenção."

Melo comenta que presentear os animais com brinquedos é uma forma de demonstrar a preocupação com o animal e de aproximá-los do convívio diário. "É uma forma de humanização e aproximação. Outro fator importante é a influência na socialização e no gasto de energia. Os animais precisam gastar uma certa quantidade de energia e a maioria deles fica preso no apartamento. Os brinquedos servem para isso."

Porém, ele faz um alerta para os exageros na humanização. De acordo com o veterinário, é preciso ter discernimento, como não permitir que o animal durma na cama. "Os exageros podem tornar o animal muito agitado e exigente."

*Victor Machado é estudante do 8º período de Comunicação Social da Faculdade Estácio de Sá

Os textos são revisados por Thaísa Hosken