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    Sexta-feira, 22 de março de 2019, atualizada às 18h15

    Miss Brasil Júlia Horta levanta bandeira do feminismo em homenageada na Câmara de JF

    Angeliza Lopes
    Repórter

    Em homenagem emocionante na tarde desta sexta-feira, 22 de março, no plenário da Câmara Municipal, a juiz-forana Júlia Horta, de 24 anos, coroada Miss Brasil Be Emotion 2019, levantou novamente a principal bandeira que debaterá durante seu reinado: o feminismo. “O feminismo já é algo muito discutido na sociedade, mas infelizmente o feminicídio é enorme. O assédio que as mulheres passam todos os dias não acaba. Isso é muito sério. Quero falar para todas que estão aqui hoje que vou lutar por nós!”. Depois de dar entrevista coletiva e tirar fotos com fãs, a Miss saiu em carreata pela cidade em carro aberto do Corpo de Bombeiros, pela Avenida Rio Branco, região Central da cidade.

    Durante a homenagem prestada a Miss Brasil, discursaram o presidente da Câmara Luiz Otávio Fernandes Coelho (Pardal) e outros vereadores que compõe a Mesa Diretora, que são os vereadores  Júlio Obama, André Mariano, Wanderson Castelar e Ana Rossignoli, além do secretário de Planejamento e Turismo, Rômulo Veiga, representando o prefeito de Juiz de Fora. Antes de oferecer homenagem pelo título, a casa legislativa já tinha condecorado Júlia com Moção de Aplausos pela vitória no concurso de beleza estadual, Miss Be Emotion Minas Gerais.

    Antes de subir ao plenário, Júlia ouviu seus pais Patrícia e Eduardo, que são professores, a homenagearem diante de uma plateia formada por amigos, seus dois irmão, admiradores e fãs. “Poderia passar muito tempo falando sobre beleza, Juiz de Fora tem mulheres muito bonitas. Mas quero falar aqui sobre valores, que nós só podemos passar para Júlia porque recebemos dos nossos pais, valores como lealdade as pessoas que você ama, com quem você vive, trabalha, aos seus princípios, isso é algo que nos foi ensinado muito cedo. Júlia aprendeu que é possível vencer sem desmerecer seus oponentes”, relata Eduardo, lembrando que durante o concurso, em uma eleição interna entre as misses, as 26 concorrentes elegeram Júlia como a que merecia ganhar o título.

    A mãe da Miss agradeceu aos juiz-foranos pelo apoio dado a sua filha, lembrando que o início da trajetória da jornalista e modelo começou com o Miss Juiz de Fora. “Agradeço pelo carinho e apoio dado a minha filha e eu também, como mãe, tenho dado toda a base para que ela conquiste seus sonhos e construa sua própria história”, diz Patrícia.

    Após se emocionar diversas vezes, Júlia agradeceu por toda torcida e carinho que recebeu de sua cidade. “Muito emocionante estar aqui junto com todos que amo, depois de tanto tempo longe, e trazer esta honra gigantesca que é representar o Brasil no Miss Universo”.

    Caminho até Miss Brasil

    Júlia contou em entrevista coletiva à imprensa que, ao contrário do que muitos pensam, a preparação para um concurso de beleza não é só focado na estética, existe um trabalho intenso, principalmente, da inteligência emocional que ela vem se esforçando já há cinco anos. “Além disso, faz dois anos que venho buscando autoconhecimento. No início li muitos livros de auto-ajuda, depois comecei a frequentar eventos de meditação e já tem um ano e meio que faço coach. Você precisa se conhecer, saber quais são suas habilidades, pontos fortes que vão fazer você se destacar e também suas debilidades para melhorá-las, principalmente o controle emocional”, explica.

    Agora, morando em São Paulo, a jornalista e modelo terá rotina voltada ao Miss Universo, que ainda não tem data e local definidos. Ela detalha que está praticando muito inglês, oratória, passarela, além de passar por sessões de estética, mas seu maior empenho será voltado para envolvimento em projetos sociais e discussões sobre lutas feministas. “Anteontem fui em um evento só de mulheres para ouvi-las falando e discutindo pautas que se tornaram tão importantes para mim”.

    A Miss Brasil explica que ao levantar a bandeira do feminismo muitas pessoas a questionaram sobre seus posicionamentos. “Feminismo não é femismo, nem extremismo. A luta é de homens e mulheres que querem direitos iguais em suas diferenças. Precisamos nos respeitar e nos unir, pois somos minoria só ao pé da letra. Sim sou miss e tenho voz, mas nós todas temos poder de influenciar as pessoas que estão ao nosso redor”, completa.

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