Opçâo Homossexual... Normal ou Anormal

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Op??o Homossexual... Normal ou Anormal


:::17/07/2006

A Hist?ria e as pesquisas antropol?gicas t?m mostrado que a homossexualidade ? um fen?meno quase que universal.

Homens e mulheres afirmam, categoricamente, sua heterossexualidade. N?o ? dif?cil em sess?es de psican?lise, n?o nas primeiras, ? claro, a pessoa relatar ao profissional que teve um sonho er?tico com um parceiro do mesmo sexo, e apesar do medo e indigna??o, o momento vivido na fantasia foi intenso, prazeroso e desfrutado at? o final ou com um orgasmo durante o sono ou com o despertar e a masturba??o.

Em rodinhas de amigas, muitas mulheres admitem algum tipo de fantasia com pessoas do mesmo sexo. Timidamente, revelam que gostam de assistir a filmes er?ticos onde tem duas mulheres transando. "Ser? que por isso sou l?sbica"?

Normalmente, n?o se v? uma mulher admitir que sentisse atra??o sobre a beleza f?sica de outra mulher, assim como acontece com os homens, no entanto, algumas declaram sentir algo de "estranho" quando v?em a boca, ou o decote ou os gestos sensuais de alguma mulher, principalmente se ela for poderosa. Fazendo uma analogia simples: Poderosa = forte = homem.

Mas o que afinal desencadeia num indiv?duo o interesse por um "sexo anormal", o que erroneamente e preconceituosamente se ouve dizer por a?? N?o entendo prefer?ncia sexual como anormalidade. Primeiro porque, em minha opini?o, sexo ? coisa que se pratica entre quatro paredes e se est? dentro deste limite, ? normal para as partes envolvidas. Estamos falando aqui do ato sexual em si, entendam bem.

Bom, mas como ? que isto acontece? Existe a quest?o do desequil?brio hormonal, em conseq??ncia do mau funcionamento da hip?fise e que num dado momento o individuo se v? no outro sexo. A medicina explica este fator com muita ou total propriedade: Como funciona nosso sistema end?crino e os sintomas apresentados por uma disfun??o hormonal.

O que tenho visto com freq??ncia dentro do meu trabalho com sexualidade s?o tend?ncias desencadeadas de momentos especiais vividos pelas pessoas, muitas vezes na inf?ncia, outras na adolesc?ncia e at? mesmo depois de maduras.

Na inf?ncia, devido a traumas decorrentes de alguma cena de viol?ncia sexual presenciada contra a m?e ou algu?m a quem muito se amava, ou mesmo de tanto se ouvir falar das infelicidades e desajustes sexuais dentro do ?mbito familiar. ?s vezes, a insatisfa??o dos pais quanto ao nascimento de uma crian?a do sexo oposto ao que eles desejavam, e sendo isto anunciado de maneira leviana e irrespons?vel, provavelmente, levando o sujeito a sua atual condi??o sexual.

Na adolesc?ncia, a menina com apar?ncia fora dos padr?es daquele momento e rejeitada pelos meninos, se v? desde esta ?poca envolvida com uma amiguinha que detecta sua car?ncia e por j? ter sua op??o sexual definida a envolve com seus carinhos e car?cias. O mesmo acontece com os meninos.

Na maturidade, pode acontecer com as mulheres, ap?s desilus?es amorosas, viol?ncia sexual, e incapacidade de aceitar o sexo oposto, porque passou a vida inteira ouvindo sua m?e ou outras mulheres da fam?lia falando mal dos homens.

S?o in?meros os fatores que influenciam as pessoas a optarem por se relacionar sexualmente com parceiros do mesmo sexo. Os homens, porque ? mais pratico, falam a mesma l?ngua, n?o t?m frescuras... As mulheres, porque ? mais rom?ntico, falam a mesma l?ngua, s?o cheias de frescuras...

A verdade ? que seja qual for a op??o tem que ser respeitada pelos que est?o de fora. No entanto, acredito que discri??o, em qualquer situa??o da vida, ?, no m?nimo, elegante. N?o vejo porque andar por a?, contando pra todo mundo o que voc? faz entre quatro paredes com a pessoa que voc? ama. Quem est? feliz sexualmente, transborda isto! N?o precisa contar. Contar, muitas vezes, significa dizer que voc? nem est? t?o feliz assim, mas precisa parecer que est?.

N?o importa se considerado normal ou anormal perante a sociedade e seus convencionalismos, o sexo - e tudo o que o envolve - deve ser camuflado, mas se voc? ? do tipo assumid?ssimo, "manda ver". Passe o seu recado, mostre suas convic?es, sua prefer?ncia, d? o seu show, porque quando nos conhecemos por inteiro e definimos o que queremos para nossa vida, nada consegue nos atingir nem com palavras, ofensas e muito menos com julgamentos preconceituosos.

"Os bares gays costumam estar repletos de pessoas curiosas por ver essa forma 'estranha de vida'. Ao mesmo tempo em que se exp?em ? atmosfera homossexual, essas pessoas manifestam horror e repugn?ncia pela id?ia de homossexualidade. Analiticamente, pode-se demonstrar que essa ansiedade deriva de um estrato de homossexualidade latente, severamente reprimida na 'pessoa normal'. Conscientemente, ela pode se considerar a salvo do perigo de 'cont?gio de doen?a'. Mas, por outro lado, seu comportamento perante o homossexual revela o medo de que ele possa ser suscet?vel a essa forma de conduta sexual. Em seu inconsciente, muitos indiv?duos t?m duvidas quanto ? integridade de sua orienta??o sexual", cita o Psiquiatra Alexander Lower em seu livro "Amor e Orgasmo".

Forma estranha de Vida? Cont?gio de doen?a? Pessoa normal? Neste relato, o autor se preocupa em desfazer o preconceito de pessoas que em sua vis?o tem na sua ess?ncia a lat?ncia da homossexualidade. Ele destaca a curiosidade e a vulnerabilidade dos seres humanos que se dizem heterossexuais, mas que se excitam com a vis?o do movimento homossexual em lugares onde se apresentam ou se encontram com seus parceiros. Pessoas fisicamente e mentalmente saud?veis, intelectualizadas, sens?veis e corajosas, taxadas de doentes?

Cada um vive como quer!

Cada um vive como quer! Por?m, vai a? um conselho: se voc? fez uma op??o sexual, fora dos padr?es convencionais, e ainda n?o tem coragem de assumir publicamente, fique na sua. Para o seu pr?prio bem, seja feliz, d? exemplo de alegria e equil?brio emocional e quem puder enxergar o motivo da sua felicidade sem se sentir agredido pelas suas imposi?es, certamente vai te respeitar.

Falar ? nada perto do exemplificar.

Pense a respeito!


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Jussara Hadadd ? terapeuta hol?stica,
especializada em sexualidade
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