Kim Ribeiro
40 anos de carreira e amor pela m?sica
Fernanda Monteiro
26/03/04
|
|
||
Nascido no extinto Casar?o da Rua Braz Bernardino, ele ? filho de Marita de Assis Ribeiro de Oliveira e do m?sico Joaquim Ribeiro de Oliveira, integrante da Orquestra Filarm?nica de Juiz de Fora. O Joaquim, pai, foi um dos fundadores da Faculdade de Filosofia e Letras de Juiz de Fora, que chegou a funcionar no casar?o.
Da Braz Bernardino, ele foi para o Pal?cio Arquiepiscopal, doado ? arquidiocese para que fosse preservado. Foi neste ambiente de erudi??o que o nono de dez irm?os foi criado. "Minha inf?ncia foi completamente diferente. Desde novo, minha distra??o era ficar observando astros no telesc?pio com meu pai", lembra.
O in?cio
Apesar do pai ser m?sico, n?o gostou quando Kim
falou que queria estudar m?sica. "Ele achava que m?sica n?o era profiss?o,
que eu tinha que me formar", conta o flautista. Em 1968, Ribeiro, ent?o,
prestou vestibular e come?ou a estudar engenharia qu?mica na UFRJ.
"Escolhi este curso porque n?o tinha em Juiz de Fora". Longe dos olhos do
pai, ele come?ou a estudar m?sica e largou a faculdade. Quando o pai
descobriu, teve que trabalhar, mas n?o desistiu do sonho.
Carreira
Tocava na noite carioca e acompanhou artistas do nipe de Ala?de
Costa, Baden Powell, Nelson, Cavaquinho, Jackson do Pandeiro, Alceu Valen?a
e Geraldo Azevedo em seus shows.
Em 1975, voltou a Juiz de Fora e come?ou a dar aula no Conservat?rio
Estadual de M?sica. Em 1980, mudou-se para Porto Alegre, onde permanece at?
1985. L? conhece
futuros parceiros musicais e termina seu primeiro LP Kim Ribeiro, j?
com composi?es pr?prias.
Ao longo da vida, participou de diversos grupos, como o Quinteto de Sopros
Juvenes, Ad Libitum, Quarteto Pixinguinha e Trio de Madeiras.
Hoje
Na sua opini?o, ainda falta espa?o para a m?sica instrumental em Juiz de
Fora. "Espa?o para o m?sico alugar e se produzir tem. O dif?cil ? algu?m
que produza o m?sico instrumental", avalia. Na competi??o de mercado, o
marketing em cima das outros estilos de m?sica, de maior apelo, acabam
vencendo. "O m?sico instrumental, em geral, n?o se vende", completa.
Por outro lado, o p?blico responde positivamente a qualquer apresenta??o de
m?sica instrumental com valor mais acess?vel, como nos festivais.
"Os festivais s?o legais, tem mais ? que ter. As leis de incentivo, mais
ainda, para compensar um pouco esta lacuna", concorda o m?sico, inconformado por
seu projeto de CD comemorativo de seus 40 anos de carreira n?o ter sido
aceito pela Lei Murilo Mendes. Mas, at? a recusa nas m?os do artista virou
um samba.
Ensino de m?sica
Por falar nisso, Kim explica que a m?sica contempor?nea explora o
instrumento, improvisa, e tem a liberdade de misturar o erudito com tons de choro ou de jazz. E que
o futuro m?sico deve se preocupar em escutar m?sica, aprender a ler e a
escrev?-la e tocar muito.
Coletivos:
Participa?es:
Discografia:
Autorais: