Condenado por homicídio em Minas Gerais é preso nos Estados Unidos

Homem foi condenado a mais de 25 anos de prisão por crime ocorrido em 2019 em Inhapim, no Vale do Rio Doce.

Por Da redação

Ministério Público de Minas Gerais

Um foragido da Justiça brasileira foi preso nos Estados Unidos e deportado para o Brasil, nessa quinta-feira (16), após ser localizado por meio de uma Difusão Vermelha da Interpol e de um pedido de extradição instaurado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por intermédio da 2ª Promotoria de Justiça de Inhapim, no Vale do Rio Doce. 

A Difusão Vermelha é um mecanismo de cooperação internacional utilizado para localizar e capturar pessoas procuradas pela Justiça. O homem foi condenado em março deste ano pelo Tribunal do Júri de Inhapim a 25 anos e 11 meses de prisão, em regime inicial fechado, por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e uso de meio que dificultou a defesa da vítima, cometido em outubro de 2016, na zona rural de Inhapim, no Córrego dos Elias.

De acordo com o MPMG, o crime ocorreu quando o réu, acompanhado de um comparsa, assassinou um homem a tiros. Após o crime, o autor fugiu para os Estados Unidos, onde permaneceu até ser localizado com apoio das autoridades norte-americanas e brasileiras.

As investigações apontaram que o homicídio teve origem em desentendimentos pessoais entre o acusado e familiares da vítima, após o término de um relacionamento amoroso mantido pelo réu. Ainda conforme a apuração, a vítima foi morta por engano, em razão da semelhança física com o verdadeiro alvo, o irmão da ex-companheira do condenado.

Com a deportação, o homem foi encaminhado ao sistema prisional de Minas Gerais, onde cumprirá a pena imposta pela Justiça.

O promotor de Justiça Jonas Junio Linhares Costa Monteiro destacou a importância da ação.

“A prisão e a deportação do condenado representam um marco no combate à impunidade e à criminalidade, reafirmando o compromisso do Ministério Público de Minas Gerais e das autoridades nacionais e internacionais com a Justiça e a segurança pública”, afirmou.