Jacaré é capturado por bombeiros em praia da zona oeste do Rio

Por ALÉXIA SOUSA

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Um jacaré foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros na manhã de terça-feira (6) após ser avistado na faixa de areia da praia da Macumba, no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio de Janeiro. O animal chamou a atenção de banhistas e frequentadores da região.

Imagens registradas no local mostram bombeiros utilizando equipamentos de proteção e uma gaiola de contenção para realizar o manejo do jacaré ainda na areia, próximo ao calçadão. Segundo a corporação, o resgate ocorreu sem incidentes, e não houve registro de feridos.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a equipe do quartel da área foi acionada e realizou a captura seguindo técnicas adequadas de segurança, tanto para os agentes quanto para o animal. Após o resgate, o jacaré foi devolvido ao seu habitat natural.

A praia da Macumba fica no bairro do Recreio dos Bandeirantes e se estende por cerca de 2,5 quilômetros entre a praia do Pontal e a praia do Secreto. A região é conhecida pelas ondas fortes, que atraem surfistas, e pela proximidade com áreas de vegetação, canais e lagoas.

De acordo com o biólogo Ricardo Freitas Filho, fundador do Instituto Jacaré, no Rio, o aparecimento do animal na praia está relacionado à ligação direta entre o litoral da zona oeste e o complexo lagunar de Jacarepaguá. "Em períodos de chuva forte, a água dos rios desce com mais velocidade, carrega vegetação e acaba levando os jacarés junto. Eles vão parar no mar de forma acidental e tentam retornar para a água doce, mas podem sair diretamente na praia", afirmou.

Ainda segundo Freitas Filho, os jacarés costumam chegar à faixa de areia exaustos e sob estresse após esse deslocamento forçado. "Os riscos para os animais nesse caso se tratam porque eles chegam exaustos. O resgate chega até ser mais facilitado", disse. O biólogo desenvolve um estudo há mais de duas décadas dos jacarés do complexo lagunar,

Nessas condições, afirma ele, a falta de manejo técnico adequado durante o resgate pode aumentar o sofrimento do animal, provocar ferimentos e comprometer a devolução segura ao habitat natural.