Briga por uso de droga teria levado PM desaparecido para tribunal do crime em SP
ITAPECERICA DA SERRA, SP (FOLHAPRESS) - O cabo da Polícia Militar Fabrício Gomes Santana, 40, teria sido levado para o tribunal do crime após repreender um homem sobre o uso de drogas no local em que ambos bebiam.
A informação foi passada pelo delegado Vitor Santos de Jesus, da Delegacia de Itapecerica da Serra, responsável pela investigação.
O último contato de Santana com um familiar havia ocorrido na manhã de quinta-feira (8), quando avisou ter se envolvido em uma discussão na noite anterior.
Um corpo com as mesmas características do PM foi encontrado na manhã deste domingo (11), em uma área de mata em Embu-Guaçu, na Grande São Paulo.
Um coldre do mesmo tipo que Santana usava e uma aliança que teria o nome da noiva dele foram encontrados no cadáver, segundo apurou a reportagem. A confirmação da identificação ainda depende de perícia.
De acordo com o delegado, Santana estava reunido com um amigo nas proximidades da casa do filho para confraternizar. Durante a reunião, o PM teria se desentendido com um homem no local após ter presenciado ele usando cocaína.
O rapaz de início pediu desculpas e foi embora de moto. No entanto, segundo a investigação, o sujeito procurou lideranças do tráfico de drogas da região do Horizonte Azul.
Ele teria delatado o amigo do PM por permitir um policial no local. Uma ligação foi feita para o conhecido do PM exigindo a presença dele junto às lideranças do crime local para se explicar.
Fabrício foi com o amigo até um bar. Lá o PM foi desarmado e levado para o local em que foi julgado pelos criminosos e condenado à morte pelo fato de ser policial, conforme a investigação.
O sujeito que brigou com o PM e o amigo dele estão presos, assim como um homem que escoltou o veículo do PM para ser incendiado. O dono do sítio onde o corpo foi encontrado também foi preso.
A polícia crê que ao menos outras quatro pessoas tenham algum tipo de envolvimento no desaparecimento e possível morte do PM.
