Exame confirma que corpo encontrado em mata é de PM desaparecido em SP
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Exames de impressão digital confirmaram que o corpo encontrado neste domingo (11), em Embu-Guaçu, é do PM Fabrício Gomes Santana, 40, desaparecido desde o dia 7. O velório e o enterro do policial serão nesta segunda-feira (12), no Cemitério Cerejeiras, em São Paulo.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública lamentou a morte do agente e afirmou que a polícia segue com as investigações para identificar e responsabilizar todos os envolvidos. Quatro suspeitos já se encontram presos temporariamente, entre eles o dono do sítio onde o corpo foi localizado.
O encontro do cadáver ocorreu após o Comando de Policiamento de Choque receber uma denúncia anônima. De acordo com o denunciante, o cabo teria sido colocado em um saco e levado em um Volkswagen Gol prata. Dois homens estariam no veículo que seguiu para um sítio na estrada do Charqueado. Um suspeito em um Ford Fiesta vermelho também teria participado da ação.
Na propriedade eles teriam sido recebidos pelo responsável pelo local, suspeito de ter auxiliado na retirada do corpo, que foi enterrado em uma área nos fundos do terreno.
Policiais militares do COE (Comandos e Operações Especiais) e do Canil, ambos do Choque, foram ao local e localizaram o corpo com auxílio de cães farejadores. O cadáver estava com braços amarrados para trás, uma corda no pescoço e um capuz na cabeça.
Segundo a Polícia Militar, o responsável pelo sítio foi preso antes da denúncia e da localização de onde estava o corpo. A detenção dele foi feita pela Polícia Civil. Ele se junta a outras três pessoas detidas anteriormente por suspeita de envolvimento no desaparecimento. De acordo com as investigações, eles seriam as últimas pessoas a terem contato com o cabo. A Justiça decretou a prisão dos três.
O último contato de Santana com um familiar havia ocorrido na manhã de quinta-feira (8). O policial atuava na região do Comando de Policiamento de Área 10, em Santo Amaro, zona sul de São Paulo, e estava de férias quando sumiu.
O cabo teria sido levado para o tribunal do crime após repreender um homem sobre o uso de drogas no local em que ambos bebiam. A informação foi passada pelo delegado Vitor Santos de Jesus, da Delegacia de Itapecerica da Serra, responsável pela investigação.
Segundo o delegado, Santana estava reunido com um amigo nas proximidades da casa do filho para confraternizar. Durante a reunião, o PM teria se desentendido com um homem no local após ter presenciado ele usando cocaína.
O rapaz de início pediu desculpas e foi embora de moto. No entanto, segundo a investigação, o sujeito procurou lideranças do tráfico de drogas da região do Horizonte Azul.
Ele teria delatado o amigo do PM por permitir um policial no local. Uma ligação foi feita para o conhecido do PM exigindo a presença dele junto às lideranças do crime local para se explicar.
Santana foi com o amigo até um bar. Lá o PM foi desarmado e levado para o local em que foi julgado pelos criminosos e condenado à morte pelo fato de ser policial, conforme a investigação.
O sujeito que brigou com o PM e o amigo dele estão presos, assim como um homem que escoltou o veículo do PM para ser incendiado.
A polícia crê que ao menos outras quatro pessoas tenham algum tipo de envolvimento no desaparecimento e possível morte do PM.
