Turista agredido em Porto de Galinhas faz cirurgia para reparar fraturas

Por Folhapress

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O personal trainer Johnny Andrade, que foi agredido por ambulantes durante as férias na praia de Porto de Galinhas em dezembro, precisou passar por uma cirurgia no rosto.

O QUE ACONTECEU

Médicos identificaram quatro fraturas na região do nariz, segundo Jhonny. Em publicação nas redes sociais, ele explicou que fez a primeira cirurgia no sábado para corrigir as fraturas e, no futuro, deve fazer outra para reparar esteticamente o rosto.

Parede lateral do osso direito nasal do homem foi afundada, segundo cirurgião. Segundo Luis Fernando Simoneti, um dos intuitos da operação foi restabelecer a função respiratória do nariz de Johnny.

Personal trainer disse que não sentiu as fraturas, mas se preocupou porque estava com uma dormência constante na face. Ele chegou a fazer outra viagem com o marido após voltar de Pernambuco e procurou o médico ao retornar.

Chegando em Tangará da Serra eu fui me preocupar mais, porque essa dormência não passava de jeito nenhum. Johnny Andrade, em publicação nas redes sociais

Médicos detectaram que um nervo no rosto do personal também foi impactado pelo espancamento. O esmagamento do nervo trigêmeo, responsável pela sensibilidade de parte da face, seria responsável pela dormência, segundo o turista.

RELEMBRE O CASO

Johnny e o marido, Cleiton Zanatta, foram agredidos por comerciantes na praia de Porto de Galinhas, em Pernambuco. Segundo eles, as agressões começaram após eles se recusarem a pagar um suposto aumento no valor cobrado pelo uso de cadeiras de praia.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram um dos turistas sendo agredido por vários homens. Eles precisaram subir em uma caminhonete de salva-vidas para serem retirados do local.

Johnny ficou com ferimentos no rosto e um olho roxo. No vídeo, é possível ver que ele surge ensanguentado nas gravações. Cleiton conseguiu correr e ficou menos ferido do que o marido.

Após o episódio, surgiram outros relatos de turistas nas redes sociais. O UOL mostrou depoimentos de quem passou por experiências problemáticas ao visitar a praia pernambucana. Entre as queixas estão ofensas verbais, assédio excessivo de comerciantes, venda casada de produtos, cobrança de valores altos e falta de transparência nos preços praticados na faixa de areia.

Barraca e funcionários foram suspensos após repercussão do caso. Segundo a Prefeitura de Ipojuca, fiscalizações feitas entre 29 de dezembro e 4 de janeiro acabaram com uma barraca e 14 garçons suspensos por irregularidades. Outras 26 barracas receberam notificações para corrigir cardápios e normas.