Bairros do RJ ficam sem luz após cidade registrar 41,4°C

Por Folhapress

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - No dia mais quente do verão, com temperatura oficial de 41,4°C, ao menos 12 bairros do Rio de Janeiro ficaram sem energia elétrica desde as 21h de segunda-feira (12). Em algumas regiões, como Cidade de Deus e zona sudoeste, o fornecimento ainda não havia sido restabelecido na manhã desta terça-feira (13).

Na zona norte, a instabilidade na rede da Light afetou os bairros do Méier, Tijuca, Cachambi, Todos os Santos, Del Castilho, Maria da Graça, Engenho de Dentro, Jacarezinho e Benfica.

Também houve relatos de falta de energia por mais de três horas na Cidade de Deus e em Rio das Pedras, na zona sudoeste, além de Campo Grande, na zona oeste. Nessas áreas, a Light informou que o problema foi causado pelo grande número de ligações clandestinas. Algumas pessoas relataram que, sem energia, dormiram nas varandas dos apartamentos.

O prefeito Eduardo Paes declarou que determinou o acompanhamento da situação por equipes da Prefeitura. "É inadmissível que, com esse calor, as pessoas fiquem sem energia", disse. Segundo ele, o Procon Carioca já cobra da Light providências imediatas para a retomada do fornecimento.

Em nota, a Light, concessionária de energia, afirmou que "o fornecimento de energia foi totalmente restabelecido em trechos de bairros da zona norte do Rio, após uma ocorrência na subestação Cachambi. A empresa apura a causa do ocorrido".

Ainda de acordo com a concessionária, as "ocorrências registradas em bairros da zona oeste, como Cidade de Deus, Rio das Pedras e Campo Grande, não têm relação com o evento ocorrido na subestação da zona norte e sim, aos impactos de altos índices de ligações clandestinas, os chamados 'gatos de luz', que se intensificam durante o período de altas temperaturas e provocam sobrecarga na rede elétrica".

Nas redes sociais, moradores da Cidade de Deus criticaram a falta de energia e compararam com o tratamento dado pela concessionária à falta de luz na zona sul, quando a normalização da energia, no início deste ano, ocorreu após decisão da Justiça que determinou prazo de 24 horas para restabelecer o serviço, com multa diária de R$ 200 mil.