Brasileira relata assédio em banheiro de metrô no Canadá
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A jornalista Priscilla Costa, 36, relatou ter sido vítima de assédio dentro do banheiro de uma estação de metrô na cidade de Toronto, no Canadá, na manhã da última sexta-feira (9). Ela afirmou que pediu ajuda aos funcionários, mas foi completamente ignorada.
Ela usou o Instagram para desabafar e denunciar o caso. Priscilla contou que iria encontrar uma amiga do trabalho na estação Kipling, por volta das 8h, mas antes foi usar o banheiro.
Segundo a jornalista, enquanto usava o banheiro, ela viu um homem em cima do caso sanitário da cabine ao lado, a espionando por cima da divisória.
"Na hora eu gritei e perguntei o que você está fazendo aqui. Já abri a porta, ele desceu da privada imediatamente e veio ao meu encontro, acredito que para me empurrar porque ele fez força com o corpo, ele queria me empurrar para dentro [da cabine] de volta", contou no programa Encontro, da TV Globo, na manhã desta quarta-feira (14).
A brasileira disse que não teve ajuda de nenhum funcionário do metrô de Toronto.
"Não sei de onde tirei força porque comecei a empurrar ele e gritava 'sai daqui'. Empurrava muito ele e ele resistindo. Quando finalmente consegui tirar ele do banheiro, só tinham homens ali no saguão, eu gritava apontando para ele, ele não falava nada. Eu gritei para os homens pedindo ajuda, chorei por ajuda, disse que ele estava me espionando e ninguém fez nada', relatou.
Priscilla afirmou que ele foi embora da estação andando tranquilamente sem ser abordado ou questionado por ninguém.
A vítima afirmou que mora no Canadá há sete anos.
"Entre as razões que me fizeram vir ao Canadá foi a busca pela tão sonhada qualidade de vida e, principalmente, segurança. Eu andava muito assustada pelas ruas de Recife. Tola que sou, achava que era difícil ser mulher apenas no Brasil. Mas, o problema está longe de ser apenas o meu país: depois de hoje percebi que é difícil ser mulher em qualquer parte desse mundo", escreveu no Instagram.
A jornalista disse ter sido acolhida pela polícia no dia seguinte, quando resolveu formalizar uma denúncia.
"O apoio que eu não tive de nenhum homem, inclusive dos funcionários do metrô, eu tive da polícia. Quando relatei tudo aos policiais foram muito atenciosos, pediram desculpas como homens pela atitude dos [outros] homens", afirmou.
Ela disse que as autoridades já conseguiram acesso à imagens da estação de metrô e que tentam identificar o autor do assédio. A polícia se comprometeu, de acordo com Priscilla, a informar assim que o suspeito for preso.
