Problema na rede aterrada deixa 3.000 imóveis sem luz no centro de SP
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Uma falha na rede elétrica aterrada deixou mais de 3.000 imóveis sem energia no centro de São Paulo na manhã desta quinta-feira (22).
São 3.338 unidades sem o serviço. De acordo com informações da concessionária Enel, os clientes afetados são da região da rua Augusta, rua Frei Caneca, rua Caio Prado e rua Cesário Mota.
O problema começou por volta das 8h. A Enel informou ao UOL que, assim que foram acionados, equipes se deslocaram até o local, onde ainda permanecem trabalhando.
A previsão é de que a energia seja restabelecida até as 10h. O número de imóveis afetados na área central corresponde a menos de 1% dos clientes totais da capital. Em toda cidade, neste momento, são 13.977 pontos afetados.
Avaliação inicial é de que tenha ocorrido um curto-circuito nos fios aterrados. A Enel acrescentou que os técnicos ainda estão avaliando a situação e "trabalhando para resolver o mais rápido possível".
ENTERRAR FIOS RESOLVE OS APAGÕES?
Enterramento da rede reduz falhas causadas por ventos e queda de árvores, mas não elimina o risco de apagões em larga escala. Grimoni cita como exemplo positivo o campus do Butantã da USP, que opera majoritariamente com rede subterrânea e praticamente não registra desligamentos associados a intempéries, além de ter eliminado problemas como roubo de cabos.
Redes subterrâneas são mais resilientes, mas fazem parte de um conjunto mais amplo de soluções. Woong Jin Lee, gerente de engenharia da Prysmian para a América Latina e coordenador do Comitê de Estudos sobre Cabos Isolados do Cigre-Brasil, afirma que esse tipo de rede é a topologia mais protegida contra eventos climáticos extremos. "Mas elas precisam ser implantadas de forma planejada e priorizando os trechos mais críticos", diz.
Custo, tarifa e entraves urbanos: por que São Paulo não enterra os cabos
Melhor solução seria uma combinação de estratégias, entende pesquisador. Para o engenheiro eletricista Carlos Dornellas, consultor em regulação do setor elétrico e membro do Cigre-Brasil (Conselho Internacional de Grandes Sistemas Elétricos), os melhores resultados vêm da combinação entre enterramento pontual, automação da rede, uso de redes aéreas protegidas e melhor gestão da arborização urbana.
