Nova empresa vai operar linhas da Transwolff após contrato emergencial
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - A companhia Sancetur vai assumir a partir de 1º de fevereiro as linhas de ônibus da empresa Transwolff, que teve contratos suspensos com a Prefeitura de São Paulo por envolvimento com o crime organizado.
Linhas que atendem a zona sul de São Paulo serão assumidas após assinatura de contrato emergencial com a prefeitura. A operação vai acontecer de forma assistida.
Agora, a companhia passa a controlar 133 linhas, que transportam 555 mil passageiros por dia. Ao todo, 1.100 ônibus passam a ser operados pela empresa.
Os empregos dos funcionários da Transwolff serão mantidos, assim como seus pagamentos, segundo o acordo. A prefeitura informou que os compromissos com fornecedores também serão honrados.
A Sancetur atua com o setor de transportes desde 1952 e hoje opera no transporte coletivo urbano em cidades do litoral e interior. Segundo a Prefeitura de São Paulo, entre as cidades atendidas pela companhia estão Cubatão, Caraguatatuba, Americana, São Sebastião, Presidente Prudente e Atibaia.
TRANSWOLFF É INVESTIGADA DESDE 2024
Empresa está sob intervenção desde 9 de abril de 2024, quando investigações sobre elo com o PCC começaram. A gestão municipal deu espaço para que a concessionária se defendesse, mas as defesas da Transwolff não foram acolhidas.
A caducidade dos contratos entre a prefeitura e a Transwolff foi publicada em 4 de dezembro de 2025. De acordo com o decreto, relatórios realizados durante o período de intervenção na empresa apontaram quadro crítico e insustentável da concessionária.
Denúncia do MP-SP diz que Transwolff lavou R$ 54 milhões vindos das atividades criminosas do PCC. O dinheiro teria sido convertido em ativos lícitos e utilizados na atividade econômica da empresa, para aumentar o capital social, habilitá-la e capacitá-la para a licitação da prestação do serviço de transporte público em São Paulo.
Transwolff nega crime. "A empresa e seus dirigentes jamais mantiveram qualquer relação com atividades ilícitas, e essa verdade será comprovada no curso do processo judicial, que tramita sob sigilo", afirmou a defesa da concessionária e do presidente afastado da companhia, Luiz Carlos Efigênio Pacheco.
