SP começa operação para derrubar Caveirão, prédio abandonado há 6 décadas no centro da cidade
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os preparos para a demolição do Caveirão, prédio abandonado no centro de São Paulo desde a década de 1960, tiveram início na semana passada, quase um ano após autorização da Justiça pela derrubada. Inacabado, o edifício tem risco de desabamento, segundo a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB).
Funcionários da empresa contratada pela prefeitura instalaram tapumes ao redor do prédio, e iniciaram a retirada de entulho dos andares. O trabalho será feito manualmente para preservar os imóveis do entorno. O prazo de execução é de 300 dias.
Com tijolos e estrutura aparente, o endereço na rua do Carmo, na Sé, projetado para ser um edifício-garagem, nunca foi concluído.
O prédio, embora inacabado, sempre serviu de abrigo sobretudo para os moradores em situação de rua. No recuo de frente a rua do Carmo, também já abrigou estacionamento de veículos e comércios irregulares.
O contrato de R$ 6 milhões fechado entre a empresa de demolição e a prefeitura deverá ser ressarcido aos cofres municipais pelo proprietário do imóvel abandonado, segundo decisão judicial.
O início dos serviços ocorre quase dois anos após decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo que ordenou o proprietário do imóvel a demolir o edifício, em junho de 2024, mas os serviços não foram executados na ocasião.
A decisão foi referente a ação movida pela prefeitura em 2018 pedindo a demolição, com laudos de engenharia e da Defesa Civil que atestaram o risco de colapso da estrutura. Naquele ano, um incêndio provocou o desabamento de um prédio de 24 andares no largo do Paissandu, próximo do Caveirão, também no centro da capital.
Em agosto do ano passado, a gestão Nunes contratou a empresa responsável pela demolição.
O terreno tem 583 metros quadrados, de acordo com a matrícula, e o prédio conta com área construída de 8,8 mil metros quadrados. São 23 pavimentos, incluindo um subsolo.
Questionada sobre a destinação do terreno após a demolição, a gestão Nunes informou que "será definida após a conclusão dos trabalhos". "A ação integra o processo de requalificação urbana, contribuindo para a segurança, o ordenamento e a melhoria da região central", informou a gestão em nota.
