Vídeo mostra jovem antes de ser achada morta em piscina; amiga foi presa

Por Folhapress

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que Beatriz Callegari de Paula, 26, chega à casa onde foi achada morta, ao lado de uma piscina, em Lins (SP), no dia 16 de janeiro. Uma amiga dela está presa desde o começo desta semana, suspeita de envolvimento na morte.

Conforme a gravação, Beatriz chegou ao local, uma casa no bairro Manoel Scalf, em um carro preto, acompanhada por um amigo. As imagens foram cedidas ao UOL pela Nova TV.

Imagens mostram que ela desce do carro, para em frente à residência e parece mexer no celular. Na sequência, a jovem usa uma chave para abrir o portão do imóvel e entra no local.

Beatriz esteve na residência com outras duas pessoas no dia em que foi achada morta. Um deles é o rapaz que chega junto com ela, e a outra é uma mulher identificada como Grazielli de Barro Silva, 40, que está presa desde a última terça-feira.

Homem que chegou ao imóvel junto com Beatriz não é considerado suspeito na morte dela. De acordo com a Delegacia de Polícia Civil de Lins, o homem, que não teve o nome divulgado, deixou o imóvel por volta das 13h40, antes da jovem morrer.

Por volta das 13h50, um carro na cor prata entrou no imóvel. Conforme a polícia, é nesse veículo que estava Grazielli. O carro prata deixou a casa por volta das 15h. Na saída, a pessoa que conduz o veículo chega a bater na lateral do portão.

Laudo nega morte por choque

Beatriz foi achada sem vida naquele dia e, inicialmente, o caso foi registrado como morte suspeita. Na época, Grazielli contou à polícia que a amiga teria levado uma descarga elétrica ao acionar a cascata da piscina do local. Em depoimento, a suspeita chegou a alegar que também tinha ficado ferida ao tentar socorrer a vítima.

Laudo do IML descartou que a morte de Beatriz tenha sido provocada por choque elétrico. De acordo com o Instituto Médico Legal, a jovem morreu por afogamento. As informações são da Delegacia de Polícia Civil de Lins.

Perícia também descartou falha na rede elétrica do local. Ainda segundo a investigação, os técnicos analisaram a fiação do espaço onde Beatriz morreu e não constataram nenhuma falha que pudesse ter provocado a descarga elétrica.

Beatriz foi achada morta na lateral da piscina. Na ocasião, os socorristas, que foram acionados por Grazielli, encontraram a jovem já sem vida.

A motivação para o crime não foi divulgada. A suspeita segue presa temporariamente após passar por audiência de custódia. O caso continua sob investigação.

Defesa afirma que a prisão de Grazielli foi "prematura". Ao UOL, o advogado Celso Modonesi alegou que, desde o ocorrido, ela estava em "tratamento psiquiátrico devido ao choque pelo falecimento da amiga", e ressaltou que o laudo pericial que apontou afogamento como causa da morte da Beatriz foi "mal elaborado".

"Há um conjunto de falhas que a polícia de forma vil induziu o juízo ao erro, deferindo a prisão provisória para acalmar o clamor público que cobra [a polícia]. Eles não têm prova alguma de qualquer coisa ou fato, estão perdidos na investigação e usaram da prisão infundada para acalmar o clamor da sociedade com a prisão de uma inocente, que tem um filho menor de 12 anos", disse Celso Modonesi, advogado de Grazielli, ao UOL.