Suspeito de desaparecimento de família no RS é preso pela polícia
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Um homem foi preso de forma temporária pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul hoje por suspeita de envolvimento no desaparecimento de Silvana Germann de Aguiar, 48, e dos seus pais, Isail Vieira de Aguiar, 69, e Dalmira Germann de Aguiar, 70.
A Polícia Civil não explicou qual seria a relação do preso com o desaparecimento. O órgão disse apenas que a prisão de hoje acontece para permitir que mais diligências sobre o caso sejam feitas.
Homem preso seria o ex-companheiro de Silvana, que é policial militar, segundo a TV Globo. Ao UOL, a Brigada Militar informou que a corregedoria do órgão acompanha as investigações.
A prisão foi feita mais de duas semanas após o trio sumir. O prazo da prisão temporária é de 30 dias.
Mãe, pai e filha única do casal desapareceram em 24 de janeiro. O paradeiro de Silvana Germann de Aguiar e os pais, Isail Vieira de Aguiar, 69, e Dalmira Germann de Aguiar, 70, é incerto desde então.
Status de uma rede social de Silvana afirmava que ela tinha sofrido um acidente do sábado para o domingo (25). "Tivemos um acidente essa noite. Caminhão vermelho fugiu sem prestar ajuda", diz trecho da mensagem.
Diante do suposto acidente, os pais de Silvana teriam saído em busca da filha. Eles teriam entrado em um carro ainda no domingo, segundo informações repassadas por uma testemunha à Polícia Civil do Rio Grande do Sul.
Após o fim de semana, nenhum dos três foi visto novamente. O desaparecimento de Silvana foi registrado pelo ex-marido dela na terça-feira (27). Já o sumiço do casal foi denunciado por uma sobrinha na quarta-feira (28).
Entre as hipóteses investigadas pela polícia está a de homicídio. Imagens de câmeras de segurança são analisadas nas investigações do caso.
Vizinhos, familiares e até motorista de aplicativo que prestava serviços aos idosos foram ouvidos. O motorista afirmou à polícia que não fez o transporte de Dalmira e Isail no fim de semana.
Sequestro não pode ter sido, uma pessoa ficar uma semana em cativeiro sem o pedido de resgate. Pode ser um cárcere privado, pode ser um homicídio. Nós trabalhamos com a existência de algum crime.
Anderson Spier, titular da 1ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana
