Talento de Léa Garcia é festejado pela Mocidade Alegre
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em uma rapsódia carnavalesca, a Mocidade Alegre exaltou a trajetória de Léa Garcia, uma das maiores atrizes brasileiras, morta em 2023, aos 90 anos em Gramado, onde receberia uma homenagem.
Vestida com as cores do arco-íris, a médica e ex-BBB Thelma Garcia interpretou a pioneira negra do teatro e do cinema no abre-alas. Outro ex-BBB, o também médico Fred Nicácio, fez uma conexão entre Abdias do Nascimento, fundador do Teatro Experimental do Negro, e Exu.
Abdias, na coreografia da agremiação, abre caminhos para a grande artista, referência para outras atrizes negras. Léa Garcia estreou no TEN em 1952 no espetáculo "Rapsódia Negra".
"Imperador Jones", de Eugene O'Neill, peça inaugural do TEN, inspirou as fantasias dos integrantes da bateria na apresentação desta madrugada.
O desfile narrou também o sucesso da atriz no filme "Orfeu Negro", com a indicação como melhor intérprete no Festival de Cannes em 1957, e a participação em diversas novelas, entre elas "Escrava Isaura", onde viveu a antagonista Rosa.
A escultura de Iemanjá como uma entidade africana, em um carro com uma grande piscina cheia de água, expressou a luta antirracista, uma das principais vertentes da atriz.
Outras atrizes negras, como Ruth de Souza e Neusa Borges, também foram homenageadas e mostradas como donas de um legado reverenciado por quem veio depois.
Na alegoria final, a atriz Adriana Lessa encarnou a atriz na premiação do Festival de Cinema de Gramado, homenagem que Léa Garcia morreu antes de receber. Amigos e familiares da artista se emocionaram nesta reta final do desfile.
