Consumo digital vira padrão: comércio online avança e 85% das etapas dos serviços públicos já são digitais
Em Minas Gerais, comprar pela internet, resolver pendências com o governo estadual ou interagir com serviços do dia a dia via plataformas digitais tornou-se prática comum, fazendo do celular ou do computador um caminho natural para resolver questões cotidianas, sem que seja preciso pensar duas vezes sobre isso.
A presença constante de ambientes digitais criou familiaridade com menus, categorias e fluxos guiados, colocando clareza visual, organização lógica e fluidez de navegação como pontos essenciais na hora de escolher um serviço, pois essas características sustentam o uso recorrente de qualquer sistema online.
Quando a navegação passa a ser o foco
Com o cotidiano já estruturado em ambientes digitais, a navegação ativa se tornou a base de diversas interações. Plataformas organizadas por seções, com menus evidentes, botões funcionais e categorização visual imediata, passaram a ser um padrão funcional.
O Mercado Livre é um exemplo claro. Sua usabilidade depende de organização eficiente: categorias de produtos bem definidas, destaques visuais na página inicial, filtros operacionais e resultados exibidos de maneira rápida. O usuário entra, escolhe entre as opções visíveis e executa a ação desejada sem esforço de interpretação.
Esse modelo também é encontrado em plataformas de jogos de cassino online, em que o funcionamento depende muito da clareza da estrutura inicial. Opções como Roleta e Blackjack são acessadas diretamente por menus, sem necessidade de percorrer longas sequências. Além disso, títulos populares, como Big Bass Bonanza, estão organizados em listas e seções temáticas, permitindo uma leitura rápida do catálogo.
Nos dois casos, o ponto principal é a arquitetura da experiência. O usuário já chega esperando encontrar uma estrutura que funcione, sempre escolhendo a partir da visibilidade, da fluidez e da resposta imediata da interface.
Digitalização em Minas
Em Minas Gerais, essa realidade já está plenamente instalada e o comércio mineiro apresenta um retrato claro desse processo. Um levantamento da Fecomércio MG indica um crescimento contínuo da presença online entre empresas, saindo de 57,1% em 2023 para 76,6% em julho de 2025, com quase 60% dos estabelecimentos comerciais no estado já vendendo pela internet, operando em plataformas próprias ou marketplaces amplamente acessados pela população.
Já no setor público, o Governo de Minas informou que 85% das etapas dos serviços públicos estaduais já ocorrem em ambiente digital, frente a 48% em 2018. Solicitações, acompanhamentos e consultas passaram a ser feitos por portais estruturados, com menus definidos e fluxos previsíveis.
Esses dois dados indicam um cenário consolidado de uso de plataformas digitais em diferentes esferas da vida cotidiana em Minas, com acesso frequente e interação direta como padrão.
Expectativa de experiência passa a ser critério básico
A familiaridade somada ao uso constante dessas plataformas estabeleceu um novo critério. Interfaces com caminhos complexos, opções pouco visíveis ou navegação lenta perdem adesão quase automaticamente.
O usuário espera ambientes onde tudo está ao alcance em segundos, rejeitando experiências que não atendem a esse padrão. O uso só se sustenta quando cada ação do usuário encontra uma resposta coerente, imediata e visível. E como esse padrão já está presente no comércio e no setor público, a expectativa do usuário se estende naturalmente a qualquer plataforma.