BaianaSystem lota Ibirapuera com sucessos e críticas ao caso Master

Por JORGE ABREU

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A tripulação de foliões do Navio Pirata lotou o entorno do parque Ibirapuera, em São Paulo, neste sábado (21) de pós-Carnaval. O megabloco do BaianaSystem começou às 15h, como previsto, mas seu público já o esperava horas antes.

As populares máscaras, marca registrada da banda, e fantasias de piratas estavam entre os looks mais usados pelos foliões. Russo Passapusso, vocalista do grupo, fez a multidão pular e cantar do início ao fim com sucessos como "Lucro", "Miçanga", "Sulamericano" e "Forasteiro".

Ele também criticou a investigação do caso do Banco Master e homenageou figuras do movimento negro, entre elas a vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018, e o cantor Chico César, que fez uma breve apresentação com sua canção "Mama África".

"Ei, Vorcaro, quando você vai devolver o dinheiro do povo?", disse o capitão do Navio Pirata, referindo-se ao empresário Daniel Vorcaro. "O que é que tem na caixa-preta? O que é que tem na caixa-preta, Vorcaro?", ecoou o vocalista em meio à sua performance.

Em outro momento, o cantor pediu gritos de "Palestina Livre" quando tocou a música "Ralé", clássico do Timbala.

A arquiteta paulista Quezia Pechini, 29, chegou cedo ao evento e ficou ao lado da corda o tempo inteiro. "Isso pra mim é Réveillon", brincou ao dizer que o ano só começa depois do Carnaval. "O Baiana System é apocalíptico".

Em alguns momentos do show, Passapusso pediu aos foliões para formarem rodas e todos pularem juntos quando dava sinal. A multidão não deixou faltar euforia e passos coreografados.