Bloco Percussomos do Amor ressalta inclusão no carnaval de Niterói
O bloco Percussomos do Amor fecha nesta na manhã deste domingo (22) o carnaval 2026 em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro. Neste momento, o bloco desfila na Praça Duque de Caxias, no bairro do Gragoatá.
Maria Fernanda, de 21 anos, é um dos 70 ritmistas que puxam o bloco, afirmando o protagonismo de pessoas com deficiência no carnaval da antiga capital fluminense. Ela tem síndrome de Down, e é conselheira municipal titular de pessoas com deficiência no Conselho de Direitos Humanos da cidade. Estou muito feliz, disse a jovem.
Boa parte dos ritmistas aprendeu a tocar na oficina de percussão do projeto Práticas Acessíveis, realizado pelo Instituto Teatro Novo, que atende a pessoas com deficiência, onde a agremiação foi criada.
O bloco desfila com cerca de 800 foliões, dos quais 300 têm deficiências. No ano passado, quando reuniu mais de 600 pessoas, o Percussomos do Amor consolidou-se como espaço de criação coletiva, convivência e inclusão.
O desfile conta com estrutura pensada para garantir acessibilidade plena, incluindo intérpretes de Libras (Língua Brasileira de Sinais), audiodescrição ao vivo, comunicação alternativa e aumentativa (CAA), apoio à mobilidade, abafadores sonoros e tenda de acolhimento para regulação de pessoas do Transtorno do Espectro Autista (TEA). Ritmistas, puxadores, lideranças artísticas e integrantes da bateria são, em sua maioria, pessoas com deficiência, reforçando o protagonismo no centro da cena cultural.
