Escolas em Juiz de Fora (MG) viram abrigos, e cidade amanhece com rastro de destruição
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Prefeitura de Juiz de Fora (MG) organizou abrigos em três escolas municipais para receber as vítimas das fortes chuvas que atingiram a cidade nesta segunda-feira (23) e deixaram ao menos 20 mortos. Eles foram instalados em instituições nos bairros Monte Castelo, Alto Grajaú e Paineiras.
O último balanço divulgado pela administração municipal, divulgado às 6h16 desta terça-feira (24), apontava para 440 pessoas desabrigadas. O Corpo de Bombeiros faz buscas por desaparecidos.
A cidade amanheceu com um rastro de destruição. Imagens divulgadas pelo município nas redes sociais mostram os estragos causados pelos deslizamentos nos morros do Cristo, da Esplanada e do Grajaú.
"Com o amanhecer, ficam mais claras algumas cicatrizes provocadas pelas chuvas desta segunda-feira", escreveu a prefeitura no X.
Alguns pontos de alagamento já se desfizeram, disse o município, mas vários deles ainda persistem.
A ponte Vermelha, por exemplo, permanece interditada desde a madrugada desta terça-feira. O mesmo vale para o túnel do Mergulhão e às ruas Doutor José Eutrópio e Bernardo Mascarenhas.
Agentes de trânsito estão distribuídos em vários pontos da cidade para orientar condutores.
A cidade está desde a madrugada desta terça-feira (24) em estado de calamidade pública a partir de decreto foi assinado pela prefeita Margarida Salomão (PT).
Bombeiros, equipes da Defesa Civil e voluntários de empresas particulares atuam no resgate e na procura de pessoas desaparecidas. Na manhã desta terça, uma mulher foi localizada com vida na rua do Carmelo, no bairro Paineiras.
Nas redes sociais, vídeos mostram moradores tentando socorrer vizinhos ilhados, casas desmoronando, ruas alagadas e cenas de desespero. Há também pedidos de ajuda e relatos de pessoas presas em destroços de desabamentos.
Juiz de Fora enfrenta o fevereiro mais chuvoso de sua história, com 584 mm acumulados até o momento, o dobro do esperado para o mês. As consequências são, além dos soterramentos, quedas de árvores e bairros ilhados pelas águas.
"É uma situação extrema, que permite medidas extremas", disse a prefeita.
As aulas no município foram suspensas, assim como foi determinado trabalho remoto para os servidores que atuam na sede da prefeitura, no centro.
O decreto de calamidade agiliza o recebimento de recursos estaduais e federais. Salomão afirmou que será preciso também uma mobilização de voluntários para ajudar as famílias afetadas.
