Chega a 69 o número de mortos após chuvas na zona da mata, em Minas Gerais

Por Folhapress

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O número de mortes registradas após os temporais na zona da mata de Minas Gerais chegou a 69 na manhã desta sexta-feira (27), aponta balanço divulgado pela Polícia Civil.

São 63 mortes em Juiz de Fora e outras seis em Ubá. Na última atualização do Corpo de Bombeiros, cada um dos municípios tinha duas pessoas desaparecidas. A corporação continua as buscas em três frentes de trabalho.

Da totalidade de corpos encontrados em Juiz de Fora, 62 foram identificados e 56 liberados aos familiares, segundo a PC-MG. As seis vítimas de Ubá também foram liberadas.

Os bombeiros consideram que foram registradas 65 mortes, 59 em Juiz de Fora e seis em Ubá.

A divergência com o número apresentado pela Polícia Civil acontece porque os militares contabilizam apenas os corpos localizados pela corporação, enquanto os policiais calculam também as pessoas que foram resgatadas com vida, mas morreram no hospital em decorrência das chuvas.

As buscas em Juiz de Fora estão concentradas no bairro Paineiras, onde a corporação procura por um menino de 9 anos, e no bairro Linhares, onde um adulto está desaparecido.

Já em Ubá, as ações priorizam os cursos d'água e envolvem drones, cães e helicóptero, já que as duas pessoas teriam desaparecido durante a enchente da última segunda (23).

A cidade de Juiz de Fora foi a mais atingida pelo temporal ocorrido entre segunda (23) e terça-feira (24).

Fortes chuvas voltaram a atingir a cidade na noite de quarta-feira (25). O Hospital de Pronto Socorro, um dos principais da cidade, teve o subsolo inundado, houve novos deslizamentos e várias vias ficaram alagadas, impedindo a passagem de serviços essenciais.

O rio Paraibuna chegou a 4 metros de altura e a prefeitura avisou a população para não circular na região.

Houve também um desabamento de prédio no bairro Vila Ideal e um deslizamento de terra no bairro Três Moinhos.

Na noite desta quinta (26), a prefeitura precisou interditar por recomendação da Defesa Civil um trecho da avenida Presidente Itamar Franco que dá acesso ao bairro Dom Bosco, um dos locais onde foram registrados deslizamentos.

Ao todo, segundo a administração de Juiz de Fora, o município ainda tem mais de 4.200 pessoas desabrigadas ou desalojadas.

A cidade está em estado de calamidade pública desde a última terça-feira.

Moradores de Juiz de Fora chegaram a receber alerta da Defesa Civil sobre o risco dos temporais pouco antes da tragédia.

Eles disseram à Folha, porém, nunca ter recebido um treinamento sobre como reagir em situações de emergência.

O município é a quarta cidade brasileira que mais registra alertas da Defesa Civil neste ano, com 35 ocorrências, e a que mais tem pessoas vivendo em áreas de risco: 128 mil.