Capital paulista registra redução de 9,2% em estupro e 26% em homicídio em janeiro
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A cidade de São Paulo apresentou um recuo de 9,2% nos casos de estupro em janeiro deste ano na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (27) pela SSP (Secretaria da Segurança Pública).
A pasta informou que os registros gerais passaram de 270 em 2025 para 245 este ano. Nos casos que não envolvem vítimas vulneráveis, a queda foi de 20,6%, caindo de 87 para 69 denúncias. Já os estupros de vulnerável, praticado contra menores de 14 anos ou pessoas que, por enfermidade ou incapacidade, não podem oferecer resistência ou consentimento, tiveram retração de 3,8%, com 176 casos neste ano ante 183 no mesmo período de 2025.
A maior redução, porém, foi observada no recorte da Grande São Paulo: 23,8%, com 204 ocorrências em janeiro de 2026, frente a 268 no ano anterior. Ao analisar separadamente, os estupros recuaram (de 53 para 44 casos) e os de vulnerável apresentaram queda de 25,5%, passando de 215 para 160 registros.
Considerando todo o estado, a queda foi de 8%, passando de 1.286 casos para 1.182 na comparação dos dois meses.
A coordenadora das DDMs (Delegacias de Defesa da Mulher), a delegada Cristiane Braga, destacou que a qualificação do atendimento é um dos pilares para ampliar a confiança das vítimas e fortalecer as investigações no enfrentamento à violência contra a mulher.
"O atendimento especializado nas Delegacias de Defesa da Mulher garante acolhimento humanizado e investigação técnica. Quando a vítima encontra estrutura adequada e profissionais preparados, ela se sente mais segura para denunciar, o que é fundamental tanto para a responsabilização dos autores quanto para a prevenção de novos crimes", diz Braga.
HOMICÍDIOS EM QUEDA
Outro tipo criminal que apresentou queda acentuada nas estatísticas da SSP foi o homicídio doloso, quando o criminoso tem a intenção de matar a vítima.
A Grande São Paulo foi a região onde houve a maior redução dessas mortes intencionais, chegando a 37,2%: queda de 51 para 32 casos de janeiro de 2025 para janeiro de 2026. Já na capital paulista, o número passou de 46 para 34 registros, uma redução de 26%.
No estado, o recuo foi menor, de 11,6%, mas os casos registrados totalizaram 190, contra 215 de janeiro do ano passado. Há 26 anos, desde o início do levantamento das estatísticas, a SSP não registrava uma marca abaixo de 200 nesse crime.
"Os números mostram que o trabalho da Polícia Civil tem se aprimorado cada vez mais. A rapidez nas investigações, o acompanhamento da perícia nos casos e a modernização dos equipamentos tecnológicos para ajudar na elucidação dos crimes tem impedido que o autor faça novas vítimas e, assim, diminua os indicadores dos crimes contra a vida", disse o delegado-geral da Polícia Civil, Artur Dian.
A SSP destaca que, além da Civil, a Polícia Militar também possui ferramentas e aplicativos para acompanhar a análise dos crimes e criar estratégias de prevenção, levando em consideração os variados contextos por trás da ação criminosa.
"Em 2023, a SSP criou o SPVida, com dados abertos ao público para auxiliar as autoridades no planejamento de políticas públicas e ações de prevenção dos homicídios com base nas características de cada ocorrência", informa a pasta.
