Cantareira começa março em nova faixa, mas mananciais da Grande SP seguem com restrições
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O sistema Cantareira, que abastece cerca de metade da região metropolitana de São Paulo, chegou ao mês de março em nível superior àquele registrado até fevereiro. O principal reservatório que compõe o Sistema Integrado Metropolitano (SIM) saiu da faixa 4, de restrição, para a faixa 3, de alerta.
A consequência prática está na majoração do volume que a Sabesp é autorizada a retirar do Cantareira ?antes eram 23 metros cúbicos por segundo (m³/s) e agora são 27 metros cúbicos.
Medidas como a redução da pressão no período noturno, por sua vez, permanecem vigentes.
A mudança vale apenas para o sistema Cantareira, que é operado pela ANA (Agência Nacional de Águas) e a SPÁguas, a agência reguladora paulista.
O Sistema Integrado Metropolitano, por sua vez, permanece na faixa 3 de operação.
FAIXAS DE ATUAÇÃO DA ARSESP NO SIM
- Faixa de normalidade - 100% a 57,9%
- Faixa 1 - 57,08% a 51,09%
- Faixa 2 - 51,08% a 45,09%
- Faixa 3 - 45,08% a 39,09%
- Faixa 4 - 39,09% a 33,09%
- Faixa 5 - 33,08% a 23,09%
- Faixa 6 - 23,08% a 13,09%
- Faixa 7 - Abaixo de 13,09%
Fonte: Arsesp
O volume atual já seria suficiente para elevar todo o SIM à faixa 2, mas a oficialização de uma medida nesse sentido exige que o volume de água nas represas permaneça entre 45,09% e 51,08% durante pelo menos 14 dias ?nesta terça (3) completam-se nove dias.
Se não houver intercorrências, a tendência é de que as condições para a mudança oficial de faixa aconteçam no próximo domingo (8).
Pelo menos até lá as restrições continuam.
Desde que foram anunciadas, afirma a Sabesp, as medidas garantiram a economia de 103 bilhões de litros de água, volume suficiente ao abastecimento da região metropolitana durante 20 dias.
A companhia declarou ainda que "está investindo mais de R$ 5 bilhões em obras de segurança e resiliência hídrica na região metropolitana até 2027, o que representa acréscimo de 8 mil litros de água por segundo, fortalecendo a capacidade de enfrentar cenários climáticos cada vez mais desafiadores".
Na segunda (2), por sua vez, a Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo) disse em nota que "reforça a importância do uso consciente da água" e que "pequenas atitudes, como fechar a torneira ao escovar os dentes ou lavar a louça, reduzir o tempo de banho, reaproveitar a água da máquina de lavar e corrigir vazamentos, contribuem para a recuperação dos mananciais e ajudam a assegurar água para todos".
Um dos fatores de preocupação está no fato de que março é o último mês com grande volume de chuva esperado antes de as chuvas começarem a diminuir.
No ano passado, por exemplo, o nível do Sistema Integrado Metropolitano estava em 61,6% em 28 de fevereiro e em 58,1% em 31 de março. Nesta terça, o volume armazenado está em 49,1%.
