Homem que estuprou e matou freira no Paraná é denunciado por feminicídio
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O Ministério Público do Paraná denunciou o homem de 33 anos que estuprou e matou uma freira de 82 em um convento em 21 de fevereiro.
Ele foi denunciado pelos crimes de feminicídio e estupro que resultou em lesão corporal de natureza grave. O Ministério Público considerou ainda os crimes de violação de domicílio e resistência à autoridade policial.
Suspeito foi preso horas após o crime. O homem de 33 anos não teve a identidade divulgada e foi violento quando os policiais o prenderam.
Denúncia considerou ainda o uso de meio cruel e de recurso que dificultou a defesa da vítima, com a causa de aumento de pena pelo crime ter sido cometido contra uma pessoa idosa.
A freira Nadia Gavanski, 82, foi achada morta, com sinais de agressão, dentro do convento onde morava, na cidade de Ivaí, na região central do Paraná. Ela foi encontrada caída, com roupas parcialmente retiradas e com sinais de agressão física.
Suspeito foi preso em flagrante. Segundo a polícia, uma testemunha disse que ele apresentava visível nervosismo, tinha roupas sujas de sangue e arranhões no pescoço. Inicialmente, o homem alegou que trabalharia no convento e que teria encontrado a vítima já caída e desfalecida. A testemunha registrou parte da conversa e acionou a polícia.
Com base nas filmagens realizadas pela testemunha, o suspeito foi identificado. Ele já é conhecido das equipes policiais por antecedentes criminais de roubo e furto.
O homem tentou fugir no momento da prisão. Ao notar a aproximação da equipe policial de sua casa, ele tentou fugir e foi contido após oferecer resistência, com socos e chutes. Questionado na abordagem, teria admitido a autoria do crime, segundo a polícia.
Suspeito foi conduzido à delegacia e relatou aos policiais ter passado a madrugada consumindo crack e bebidas alcoólicas. Além disso, disse ter ouvido vozes que o ordenaram a matar alguém.
Ele alegou que, ao avistar Nadia, a freira o questionou sobre sua presença ali e ele respondeu que trabalharia no convento. Ao perceber que a religiosa não acreditou na explicação, o homem afirmou que a empurrou no chão, momento em que ela começou a gritar. Segundo a polícia, o suspeito declarou ter asfixiado a vítima, mas negou qualquer ato de violência sexual contra ela.
Laudo pericial apontou que houve violência sexual, evidenciada pela gravidade das lesões constatadas. O homem, cujo nome não foi divulgado, foi indiciado pela prática dos crimes de homicídio qualificado, estupro qualificado, resistência e violação de domicílio qualificada.
EM CASO DE VIOLÊNCIA, DENUNCIE
Ao presenciar um episódio de agressão contra mulheres, ligue para 190 e denuncie.
Casos de violência doméstica são, na maior parte das vezes, cometidos por parceiros ou ex-companheiros das mulheres, mas a Lei Maria da Penha também pode ser aplicada em agressões cometidas por familiares.
Também é possível realizar denúncias pelo número 180 =Central de Atendimento à Mulher- e do Disque 100, que apura violações aos direitos humanos.
